As bolsas europeias encerraram o dia em queda nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, impactadas pela escalada da guerra no Oriente Médio. As tensões na região aumentaram os temores de avanço inflacionário e baixo crescimento global, reduzindo o apetite por risco entre os investidores.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que cabe a ele decidir sobre o término do conflito, o que gerou incertezas adicionais. Além disso, os EUA anunciaram uma nova rodada de investigação comercial que afetará a União Europeia, o Reino Unido e diversos outros países, preparando o terreno para a imposição de mais tarifas.
Em Londres, o FTSE 100 fechou com queda de 0,43%, a 10.261,15 pontos. O DAX, em Frankfurt, caiu 0,65%, a 23.436,29 pontos. O CAC 40, em Paris, perdeu 0,91%, a 7.911,53 pontos. O FTSE MIB, em Milão, recuou 0,31%, a 44.316,92 pontos. O Ibex 35, em Madri, caiu 0,59%, a 17.039,10 pontos, enquanto o PSI 20, em Lisboa, cedeu 0,09%, a 9.143,72 pontos.
O Deutsche Bank avaliou que a perspectiva de um início de ano mais forte para a atividade britânica “diminuiu” e alertou que o conflito no Oriente Médio pode impactar ainda mais o crescimento ao elevar os custos de energia. O Escritório de Estatísticas Nacional (ONS) informou que a economia do Reino Unido ficou estagnada em janeiro.
O setor bancário europeu recuou cerca de 1,4%, refletindo preocupações com o crescimento econômico. O Deutsche Bank registrou leve queda de 0,8% após divulgar uma exposição de US$ 30 bilhões ao mercado de crédito privado. O Santander caiu cerca de 1,33%, enquanto o UniCredit teve uma queda de 2,27%.
O setor de metais industriais também caiu cerca de 2%, acompanhando a queda nos preços do cobre. Em contrapartida, as companhias de energia avançaram, beneficiadas pela recente alta do petróleo. Shell e BP subiram cerca de 0,9% e 0,8%, respectivamente. A BE Semiconductor, da Holanda, avançou quase 7,36% após rumores de interesse em uma possível aquisição, enquanto a fabricante de semicondutores ASML operou perto da estabilidade.


