Um pai utilizou uma carriola para atravessar ruas com barro e levar seus filhos ao ponto de ônibus em São José do Rio Preto (SP) na manhã de quinta-feira, 12 de março de 2026. A situação ocorreu no bairro Estância São Pedro 3, onde a van escolar não acessa o endereço da família devido às condições do terreno.
O vídeo do momento foi enviado à TV TEM pela família. Rosicléia Oliveira, mãe das crianças, explicou que a van escolar não consegue chegar até sua casa por causa da lama e buracos na rua Jequitibá. Nas imagens, o pai é visto colocando as duas crianças na carriola e atravessando um trecho difícil para alcançar um ponto onde o transporte escolar pudesse passar.
A prefeitura informou que há a possibilidade de ampliar os pontos de parada do transporte escolar para atender melhor os moradores do bairro. Em dias de chuva, o embarque e desembarque são realizados fora dos pontos pré-determinados para evitar riscos de acidentes.
A família relatou que essa situação é recorrente, especialmente em períodos de clima instável, quando o terreno se torna ainda mais difícil de transitar. O pai, que preferiu não se identificar, afirmou que a carriola é a única alternativa que encontrou para garantir que seus filhos frequentem as aulas. O menino de cinco anos tem diagnóstico de autismo nível dois de suporte, o que torna a rotina escolar ainda mais importante.
A filha do casal tem quatro anos. A família já buscou alternativas para resolver o problema de acesso ao transporte, mas até o momento não houve solução. Além disso, moradores do bairro Estância São Pedro 2, próximo ao local, também enfrentam dificuldades semelhantes. Naiara Cristina da Silva relatou que não há ônibus e que a ambulância não consegue passar devido às condições das ruas.
Ela enviou imagens da rua das Canelinhas, que está cheia de buracos e entulhos. Os moradores afirmam que as ruas Jatobá, Aroeira, Pau-Brasil e Seringueira também apresentam problemas semelhantes. A Secretaria de Serviços Gerais da prefeitura informou que as ruas da Estância São Pedro 2 e 3 foram incluídas na programação de serviços prioritários, mas a execução das obras depende da redução da umidade do solo, que deve ocorrer após as chuvas.


