A primeira Avaliação de Densidade Larvária (ADL) de 2026, realizada em janeiro, identificou as regiões de Araraquara com maior quantidade de focos de larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela.
A divisão de Controle de Vetores da Secretaria Municipal da Saúde mapeou os bairros e mobilizou as equipes para intensificar as ações de bloqueio de forma estratégica e realizar o controle desses criadouros. A região mais afetada foi a Chácara Flora, com 398 focos localizados nas 34 quadras vistoriadas.
O Índice de Breteau (IB) foi calculado ao se aplicar a razão entre a quantidade de recipientes com larvas e o número de imóveis inspecionados. O índice recomendado pelo Ministério da Saúde como aceitável é igual ou inferior a 1. Valores entre 1 e 3,9 caracterizam situação de alerta, enquanto índices acima de 4 indicam risco de surto. O resultado da ADL de janeiro em Araraquara foi de 6,4.
Para conter o avanço da proliferação, as equipes de Agentes de Combate a Endemias e Agentes Comunitários de Saúde atuaram de forma estratégica nas áreas com maior presença de criadouros. No Parque São Paulo, foram trabalhadas 26 quadras, com 37 focos com larvas; no Jardim Brasil, 26 quadras, com 36 focos; na Vila Xavier, 25 quadras, com 92 focos; em Maria Luiza, 9 quadras, com 17 focos; e no Centro, 20 quadras, com 33 focos e 24 quadras, com 50 focos.
Além dessas regiões prioritárias, outros bairros com notificação de casos suspeitos ou confirmados de dengue também receberam novas ações de bloqueio durante fevereiro. No Assentamento Bela Vista, foram 15 quadras, com 85 focos encontrados; em Adalberto Roxo, 14 quadras, com 30 focos; em Hortências, 12 quadras, com 20 focos; e em Ieda II, 11 quadras, com 35 focos.
““Diante desse cenário, é fundamental que a população redobre os cuidados, eliminando qualquer recipiente que possa acumular água parada. Pequenas atitudes, como manter caixas d’água bem vedadas, limpar calhas e descartar corretamente materiais inservíveis fazem grande diferença no controle da doença”, afirmou Márcio Marmorato, gerente do Controle de Vetores.”


