A safra de café do Brasil para 2026 foi estimada em 64,1 milhões de sacas de 60 kg, um aumento de 3,9% em relação à projeção anterior, divulgada em janeiro. A colheita começará no próximo mês, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Esse volume representa um crescimento de 11,5% em comparação à safra de 2025, impulsionado pela produção de grãos arábica. Contudo, a estimativa do IBGE é inferior à da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que prevê 66,2 milhões de sacas, um aumento de 17,1% em relação ao ano anterior.
As projeções do IBGE costumam ser mais conservadoras do que as de consultorias privadas, que estimam uma produção superior a 70 milhões de sacas. A StoneX, por exemplo, projetou uma safra recorde de 75,3 milhões de sacas.
Para o café arábica, o IBGE estima uma produção de 43,9 milhões de sacas, alta de 5,6% em relação à previsão de janeiro. O IBGE destacou que, na safra de 2026, espera-se um crescimento natural da produção devido às características da espécie, que tende a produzir mais em anos pares.
O clima tem favorecido as lavouras do centro-sul, e problemas climáticos nas principais regiões produtoras têm sido pontuais. Para o café canéfora (robusta e conilon), a estimativa de produção é de 20,2 milhões de sacas, um aumento de 0,4% em relação a janeiro, mas uma queda de 3,7% em relação a 2025.
O IBGE observou que, apesar das condições climáticas favoráveis, a comparação com a produção recorde de 2025 impacta a variação. Incertezas sobre o volume e a frequência das chuvas no primeiro quadrimestre do ano ainda permanecem. A StoneX também prevê uma redução na safra de canéforas, estimando cerca de 25 milhões de sacas.


