Ministros do governo Lula iniciaram uma série de ataques contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na noite de quinta-feira, 12 de março de 2026, após o opositor consolidar sua candidatura e empatar com Lula nas pesquisas de intenção de votos.
A ministra-chefe das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, publicaram um vídeo de trinta segundos em seus perfis do Instagram. No material, eles acusam Flávio de estar intimamente ligado ao crime organizado no Rio de Janeiro, seu reduto eleitoral.
““Você vai ver as conexões de Flávio Bolsonaro com o submundo do crime do Rio de Janeiro (…). O filho Zero Um de Bolsonaro vive cercado de escândalos e maracutaia: homenageou o miliciano Adriano da Nóbrega e empregou a família dele no gabinete; é suspeito de esquema de rachadinha dos salários dos funcionários; e já apareceu em diversas reportagens, ligando seu nome à milícia do Rio. Rachadinha, lavagem de dinheiro, crime organizado, milícias. Quando juntamos todas essas peças, aparece uma teia de relações que não pode ser ignorada”, diz a narração do vídeo.”
O vídeo foi compartilhado por outros aliados de Lula, como o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), e pela página oficial do partido na Câmara dos Deputados. O material também menciona a Operação Unha e Carne da Polícia Federal, que investiga amigos de Flávio.
Uma reportagem desta semana destacou que a “máquina do PT de moer candidatos” deve entrar em ação em breve, visando reverter o empate nas pesquisas. Nos bastidores do partido, a estratégia é não queimar a largada para não inviabilizar a candidatura de Flávio, o que poderia abrir espaço para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), considerado um adversário mais difícil.
Enquanto isso, Flávio e parlamentares bolsonaristas tentam fixar a narrativa de que o governo Lula está envolvido em corrupção e é responsável pelos escândalos.


