Um tamanduá-mirim foi registrado por câmeras instaladas no Parque Estadual dos Três Picos, na Região Serrana do Rio de Janeiro. O animal foi avistado a cerca de 2.010 metros de altitude, em uma área próxima ao Pico da Caledônia, em Nova Friburgo.
As imagens foram captadas por equipamentos do projeto Aventura Animal, coordenado pelo ambientalista Juran Santos, em parceria com o Instituto Estadual do Ambiente. O registro mostra o tamanduá-mirim caminhando tranquilamente em meio à vegetação de montanha durante o amanhecer.
O tamanduá-mirim é um mamífero nativo da Mata Atlântica e possui hábitos discretos e solitários, o que torna registros como esse pouco comuns. O animal desempenha um papel importante no equilíbrio ambiental, alimentando-se principalmente de formigas e cupins, ajudando a controlar essas populações de insetos.
Segundo Juran Santos, o aumento no número de registros de espécies na região pode indicar avanços na conservação ambiental.
““Espécies que a gente não registrava há 11 anos hoje aparecem com mais frequência. Isso mostra que o trabalho de preservação das áreas protegidas, das reservas particulares e do próprio parque está dando resultado”,”
afirmou.
Ele também destacou que o monitoramento com câmeras automáticas tem ampliado o conhecimento sobre a fauna da região.
““Se não fossem as câmeras de monitoramento e os projetos de pesquisa, muitas dessas espécies continuariam passando despercebidas. Hoje conseguimos acompanhar melhor o retorno desses animais às áreas preservadas”,”
disse.
O Parque Estadual dos Três Picos, com cerca de 65 mil hectares, é a maior unidade de conservação do Rio de Janeiro. O território abrange áreas dos municípios de Teresópolis, Guapimirim, Nova Friburgo, Cachoeiras de Macacu e Silva Jardim. Essa unidade de conservação abriga uma das áreas mais ricas em biodiversidade da Mata Atlântica no estado e é considerada fundamental para a proteção de diversas espécies da fauna e da flora nativas.


