A agência de notícias Reuters anunciou que teria desvendado a identidade do artista de rua Banksy. Segundo a investigação, o grafiteiro britânico nasceu como Robin Gunningham, em Bristol, no sudoeste da Inglaterra, e adotou legalmente o nome de David Jones anos depois.
A conclusão da Reuters se baseia em documentos judiciais, registros públicos e entrevistas realizadas em diversos países. A investigação também menciona uma possível confissão manuscrita de Banksy relacionada a uma prisão em 2000, na cidade de Nova York, onde Gunningham admitiu ter vandalizado um outdoor.
Além disso, a reportagem destaca que Banksy teria mudado oficialmente seu nome para David Jones, um nome comum no Reino Unido, o que dificultaria a descoberta de sua verdadeira identidade. Registros obtidos pela agência indicam que um homem chamado David Jones entrou na Ucrânia em 2022, coincidindo com o surgimento de murais atribuídos a Banksy no país durante a guerra contra a Rússia.
A data de nascimento registrada no passaporte desse homem coincide com a de Robin Gunningham, o que chamou a atenção dos jornalistas. Outra pista importante envolve o músico britânico Robert Del Naja, da banda Massive Attack, que também esteve na Ucrânia no mesmo período e é mencionado em teorias que o conectam a Banksy.
A apuração sugere que Del Naja pode ter colaborado em uma pintura com o artista anônimo em um mural em uma área afetada pela guerra. Apesar das evidências, os representantes de Banksy não confirmaram a identidade do artista e informaram que não pretendem comentar o assunto.
A Pest Control Office, responsável por autenticar as obras de Banksy, declarou que o artista “decidiu não dizer nada” sobre as investigações. O advogado de Banksy, Mark Stephen, contestou partes da investigação e pediu que a reportagem não fosse publicada, argumentando que a revelação da identidade do artista poderia comprometer sua integridade e segurança, além de ameaçar o anonimato que caracteriza sua carreira desde o início.

