A polícia de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, anunciou nesta sexta-feira (13) a prisão de 45 pessoas, incluindo estrangeiros, por gravar e compartilhar vídeos durante os ataques do Irã na região do Golfo.
Os detidos são acusados de divulgar informações enganosas que poderiam influenciar a opinião pública e espalhar rumores. Segundo a polícia, os suspeitos filmaram diferentes locais durante os ataques e publicaram as imagens nas redes sociais.
A legislação dos Emirados Árabes Unidos, que combate rumores e crimes cibernéticos, prevê punições para a divulgação online de informações consideradas falsas ou prejudiciais à segurança pública.
De acordo com o jornal The Guardian, um britânico de 60 anos também foi detido em Dubai por filmar e publicar conteúdo relacionado aos ataques iranianos. O homem estava na cidade como turista.
Além disso, países do Oriente Médio têm reforçado restrições à divulgação de informações em meio ao conflito na região. Os governos locais expressam preocupação com imagens que revelem locais atingidos por mísseis ou drones, ou que mostrem a interceptação de projéteis, pois consideram que esse tipo de material pode expor informações sensíveis de segurança.
O The Guardian também relata que Israel passou a restringir a publicação de conteúdos que representem ameaça direta à segurança, como transmissões ao vivo que mostrem o horizonte das cidades durante ataques ou imagens que permitam identificar pontos de impacto de mísseis.
Monarquias do Golfo e o próprio Irã endureceram os controles sobre jornalistas e moradores, incluindo estrangeiros, em meio ao aumento das hostilidades na região.


