Suspeitos de assassinato de corretora em SC usaram carro da vítima para descartar corpo

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Os suspeitos de matar e esquartejar a corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, em Florianópolis, utilizaram o porta-malas do carro da própria vítima para descartar os restos mortais, conforme informações da Polícia Civil. Parte do corpo foi encontrada a mais de 100 km de distância, em Major Gercino (SC), na quarta-feira (11).

Os restos mortais foram divididos em cinco pacotes e levados até uma ponte na área rural da cidade, onde foram jogados em um córrego. Apenas o tronco da vítima foi localizado até o momento.

Três pessoas são suspeitas de envolvimento no crime, que está sendo tratado como latrocínio, e três já foram presas. Todos os envolvidos, assim como a vítima, residiam no mesmo condomínio no bairro Santinho, região turística da Capital, no Norte da Ilha.

O carro da vítima foi encontrado em uma rua próxima ao residencial, após um dos suspeitos indicar o local. Entre os suspeitos estão Ângela Maria Moro, de 47 anos, administradora do residencial, presa na quinta-feira (12), e Matheus Vinícius Silveira Leite, de 27 anos, vizinho da vítima, que foi preso nesta sexta-feira (13). A namorada de Matheus, cujo nome não foi informado, também foi presa nesta data.

Matheus era procurado por um latrocínio em São Paulo e residia a poucos metros da casa da corretora. Ele dividia apartamento com o irmão, um adolescente de 14 anos, que foi flagrado no residencial buscando encomendas feitas com o CPF da vítima. A polícia ainda não definiu a responsabilidade do adolescente no caso.

A investigação teve início após um boletim de ocorrência registrado pela família da vítima na segunda-feira (9). A partir disso, a polícia identificou compras realizadas com o CPF de Luciani e prendeu inicialmente Ângela, que foi encontrada com pertences da corretora. Ela negou participação no crime.

Além do assassinato de Luciani, Matheus é suspeito de ter matado João Batista Vieira, de 65 anos, em 2022, em Laranjal Paulista (SP). O crime foi registrado por câmeras de segurança e Matheus foi identificado por testemunhas. A blusa que ele usou no dia do crime foi encontrada em um rio na mesma cidade, e a arma do crime também pode estar no local.

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