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Economia

Dólar fecha a R$ 5,32, maior valor desde janeiro, em meio a tensões no Irã

Amanda Rocha
Última atualização: 13 de março de 2026 19:59
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
Dólar fecha a R$ 5,32, maior valor desde janeiro, em meio a tensões no Irã
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O dólar encerrou nesta sexta-feira (13) cotado a R$ 5,316, o maior valor desde janeiro, em um dia marcado por nervosismo devido à escalada do conflito no Oriente Médio. A moeda norte-americana subiu 1,41% e atingiu a máxima de R$ 5,325 por volta das 16h45. A bolsa brasileira também apresentou queda, com o Ibovespa recuando quase 1%, atingindo o menor nível em quase dois meses.

O fechamento do dólar reflete um movimento global de busca por ativos considerados mais seguros, impulsionado pelas tensões envolvendo o Irã e os ataques realizados por Israel. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a intensificação das ações militares contra o Irã aumentaram as preocupações sobre um conflito prolongado e seus impactos nos preços da energia.

Na semana, o dólar acumulou uma valorização de 1,38% e, em março, já subiu 3,55%, revertendo parte da queda de 2,16% registrada em fevereiro. No acumulado de 2026, a moeda ainda apresenta desvalorização de cerca de 3,15% em relação ao real, após ter recuado mais de 6% nos primeiros meses do ano.

O real teve o pior desempenho entre as principais moedas emergentes, com uma saída significativa de recursos do país e compra de dólares por investidores que aproveitaram a cotação considerada baixa após o bom desempenho da moeda brasileira nos dois primeiros meses do ano.

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Pela manhã, o Banco Central (BC) realizou uma operação de venda de US$ 1 bilhão no mercado à vista e ofertou 20 mil contratos de swap cambial reverso, uma operação equivalente à compra de dólar futuro. Essa intervenção ocorreu em meio a sinais de menor liquidez e pressão no cupom cambial, que reflete a taxa de juros em dólar no país.

No exterior, o fortalecimento do dólar foi evidenciado pelo avanço do Dollar Index (DXY), que superou a marca de 100 pontos pela primeira vez desde novembro de 2025, encerrando o dia próximo de 100,5 pontos, com alta superior a 1,6% na semana. Analistas apontam que, além da busca por proteção, o movimento reflete mudanças nas expectativas para a política monetária dos Estados Unidos.

No mercado acionário, o Ibovespa caiu 0,91%, encerrando aos 177.653 pontos, o menor nível desde 22 de janeiro. Apesar de ter operado acima de 178 mil pontos durante a sessão, o índice perdeu força na segunda metade do pregão. Na semana, o índice acumulou recuo de 0,95%, após uma queda mais acentuada de 4,99% na semana anterior. Mesmo com o desempenho recente negativo, o Ibovespa ainda registra valorização de 10,26% no acumulado de 2026, embora a baixa em março já chegue a 5,9%.

A queda do índice reflete o aumento das incertezas geopolíticas, especialmente em relação ao conflito envolvendo o Irã. As declarações de Trump sobre a possibilidade de intensificar ataques elevaram a cautela entre investidores, especialmente com o fim de semana se aproximando, quando os mercados permanecem fechados. A tensão geopolítica também impactou o preço do petróleo, com o contrato do tipo Brent para maio avançando 2,67%, fechando a US$ 103,14 por barril, acumulando um ganho semanal de cerca de 11%. A commodity já subiu mais de 40% em março e aproximadamente 70% no ano.

TAGGED:Banco CentralBolsaconflito no Oriente MédioDólarDonald TrumpEconomiaPetróleo
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