A CGU (Controladoria-Geral da União) começou nesta semana a análise do relatório da sindicância no BC (Banco Central) referente ao caso do Banco Master.
A apuração interna investiga possíveis desvios de conduta por servidores da autarquia. O relatório da sindicância foi entregue na terça-feira, dia 10 de março de 2026, e a área técnica da CGU deu início a uma análise preliminar.
A partir dessa análise, a CGU irá determinar se há elementos suficientes para abrir um PAD (Processo Administrativo Disciplinar), que investiga infrações cometidas por servidores públicos federais, ou um PAR (Processo Administrativo de Responsabilização), que apura irregularidades cometidas por empresas contra a administração pública.
Os processos, se instaurados, ocorrerão em sigilo e têm duração regimental de 180 dias, podendo ser prorrogados por mais 180 dias.
A terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF (Polícia Federal), revelou que dois servidores do BC prestavam uma “consultoria informal” a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
De acordo com a PF, o ex-diretor de fiscalização Paulo Sérgio de Souza e o ex-chefe de departamento da área de supervisão bancária, Bellini Santana, mantinham contato frequente com Vorcaro, oferecendo orientações estratégicas sobre a atuação do Banco Central em processos administrativos relacionados ao Banco Master.
Ambos já haviam sido afastados de seus cargos na abertura da sindicância, por decisão do presidente do BC, Gabriel Galípolo.


