O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi internado na manhã de sexta-feira (13) na UTI do Hospital DF Star, em Brasília, com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana. Ele apresentou febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios após passar mal na Papudinha, onde está preso desde janeiro deste ano.
Os médicos informaram que o quadro clínico é considerado “grave”. O cardiologista Brasil Caiado destacou que a pneumonia em pacientes acima de 70 anos é sempre grave e pode evoluir para a sepse, o que justifica a emergência médica. A equipe médica é composta por Brasil Caiado, Leandro Echenique e Cláudio Birolini.
O deslocamento rápido ao hospital foi decisivo para evitar complicações, pois uma demora no socorro poderia levar à necessidade de intubação ou infecção generalizada. Este é o terceiro episódio de pneumonia enfrentado por Bolsonaro, sendo o mais grave até agora, o que mantém a possibilidade de complicações futuras, segundo o cardiologista Leandro Echenique.
““Ele vai continuar nesse risco no futuro. Claro que as medidas preventivas são tomadas, algumas com mais dificuldades por conta do ambiente em que ele está, mas o risco permanece”, afirmou Echenique em coletiva de imprensa.”
Os médicos afirmaram que, apesar dos tratamentos, o risco de vida ainda persiste. O cardiologista Echenique comentou que a febre e calafrios intensos indicam bacteremia, um sinal de infecção bacteriana. “Isso realmente coloca em risco a vida do paciente”, completou o cirurgião Claudio Birolini.
““No momento, a situação do ex-presidente Bolsonaro é estável, mas o risco de um evento potencialmente mortal surge nessas circunstâncias”, disse Birolini.”
Brasil Caiado afirmou que não é possível prever um dia exato para a alta de Jair Bolsonaro, pois tudo depende da resposta do organismo ao antibiótico. “Em geral, antibiótico em terapia venosa em quadro de pneumonia grave bilateral, você pode estimar por mais de sete dias, oito, dez, doze…mas é impossível falar, você não sabe se haverá qualquer tipo de complicação”, explicou.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, defendeu a prisão domiciliar do pai, argumentando que isso evitaria problemas de saúde. Ele ressaltou a necessidade de acompanhamento fixo de um familiar ou profissional de saúde.
““É mais uma constatação de que ele não pode ficar sozinho. Precisa alguém estar acompanhando ele permanentemente […] É um fato que mais uma vez ele poderia ser encontrado morto”, completou Flávio.”
A equipe médica também afirmou que uma alimentação adequada em casa poderia reduzir os riscos de complicações no estado de saúde de Bolsonaro. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que a Polícia Militar do Distrito Federal providencie o monitoramento de Jair Bolsonaro enquanto ele estiver no hospital.

