Uma equipe de cientistas na Alemanha demonstrou um método para criopreservar e descongelar cérebros de camundongos, mantendo parte da funcionalidade intacta. O estudo foi publicado no dia 3 de março nas Publicações da Academia Nacional de Ciências.
Os pesquisadores utilizaram uma técnica chamada vitrificação, que resfria líquidos rapidamente para evitar a formação de cristais de gelo, responsáveis por danos ao tecido cerebral. A pesquisa identificou que a formação desses cristais pode deslocar ou perfurar a estrutura delicada do cérebro, interrompendo processos celulares essenciais.
O método foi testado em fatias de cérebro de camundongos com 350 micrômetros de espessura. As amostras foram tratadas com substâncias criopreservantes e resfriadas rapidamente com nitrogênio líquido a −196 °C, sendo mantidas em um congelador a −150 °C por um período que variou de dez minutos a sete dias.
Após o descongelamento em soluções mornas, a equipe analisou o tecido para verificar a manutenção da atividade funcional. A análise microscópica revelou que as membranas neuronais e sinápticas permaneceram intactas, e os testes de atividade mitocondrial não mostraram danos metabólicos.
Os registros elétricos dos neurônios indicaram que, apesar de desvios moderados em comparação com as células de controle, as respostas aos estímulos elétricos eram quase normais. Contudo, as observações foram limitadas a algumas horas devido à degradação natural das fatias.


