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Saúde

Carolina Arruda retoma faculdade de medicina veterinária em MG após conviver com dor intensa

Amanda Rocha
Última atualização: 14 de março de 2026 05:00
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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A jovem Carolina Arruda, de 29 anos, conhecida por conviver com uma das dores mais intensas descritas pela medicina, a neuralgia do trigêmeo, vai retomar a graduação em medicina veterinária em Bambuí, Minas Gerais, a partir de segunda-feira (16).

Carolina, que morava em São Lourenço, no Sul do estado, retornou para Bambuí na sexta-feira (13) com o objetivo de concluir seus estudos no Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG). O curso estava trancado desde 2023 devido ao agravamento das crises de dor, que a impediram de continuar a graduação. Agora, ela retorna para cumprir o estágio obrigatório, a etapa final da formação.

Para conseguir frequentar o campus, Carolina decidiu morar temporariamente em um hotel próximo à instituição, enquanto seu marido e filha permanecem em São Lourenço. A mudança para o Sul de Minas ocorreu por motivos familiares, pois sua avó, que cuidava da filha, foi diagnosticada com Alzheimer. “Nós nos mudamos para o Sul de Minas porque minha avó, que cuidava da minha filha, foi diagnosticada com Alzheimer”, explicou Carolina.

Ela vê no retorno a Bambuí uma chance de concluir um projeto interrompido. “Essa é a oportunidade que tenho de finalmente terminar o curso, e é isso que vou fazer”, afirmou. A expectativa é que Carolina conclua o estágio ao longo de 2026 e se forme em medicina veterinária até o fim do ano.

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Carolina ficou conhecida nacionalmente por relatar as crises severas de dor associadas à neuralgia do trigêmeo, considerada uma das condições mais dolorosas do mundo. Nos últimos anos, ela passou por diversos tratamentos e procedimentos cirúrgicos para reduzir a intensidade das crises, mas ainda enfrenta episódios frequentes de dor. “As crises ainda são frequentes. Eu sigo em tratamento”, disse.

O médico que acompanha Carolina, Carlos Marcelo de Barros, destacou que a retomada da rotina acadêmica pode trazer benefícios importantes para o tratamento da paciente. “A dor crônica é um fenômeno complexo que envolve, além do estímulo físico da dor, questões sociais e emocionais”, afirmou. Ele acredita que a possibilidade de Carolina retomar os estudos e se preparar para o trabalho pode ativar áreas do cérebro que contribuem para o tratamento e melhoram as condições de vida.

Carolina Arruda, moradora de Bambuí, enfrenta a neuralgia do trigêmeo desde 2013. A doença provoca dores intensas e incapacitantes no rosto. Sua última tentativa de tratamento foi uma sedação profunda, realizada em agosto de 2025, mas não houve melhora, e ela relatou piora no quadro. Carolina decidiu priorizar sua saúde mental e não pretende passar por novas cirurgias ou procedimentos experimentais, mas seguirá com as terapias já implantadas, como a bomba de fármacos e os eletrodos.

TAGGED:BambuíCarlos Marcelo de BarrosCarolina ArrudaInstituto Federal de Minas GeraisMedicina VeterináriaMinas Geraisneuralgia do trigêmeo
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