Estudo revela que pó das borboletas não causa cegueira

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A ciência desmistificou a crença de que o pó das asas das borboletas poderia causar cegueira. Essa ideia, que circulou entre gerações, é considerada um mito.

As asas das borboletas são cobertas por escamas microscópicas, que são essenciais para a cor, proteção e voo dos insetos. Segundo estudos de biologia e biofísica, essas escamas não contêm substâncias que possam causar cegueira.

O que parece ser um pó fino é, na verdade, uma camada de escamas organizadas como telhas. Essas estruturas são formadas principalmente por quitina, um material biológico que também compõe o exoesqueleto dos insetos. As escamas possuem microestruturas que manipulam a luz, criando cores intensas.

Não há evidências científicas de que as escamas possam causar cegueira. O máximo que pode ocorrer é uma irritação temporária, semelhante ao que acontece quando poeira entra nos olhos. Essa irritação geralmente desaparece após lavagem com água.

Além disso, muitas cores das borboletas não vêm de pigmentos, mas da física. As escamas funcionam como um sistema óptico natural, refletindo e dispersando a luz em comprimentos de onda específicos.

Algumas espécies têm asas que absorvem quase toda a luz visível. Um estudo sobre a espécie Troides magellanus mostrou que suas nanoestruturas permitem a absorção de até 98% da luz, inspirando pesquisas em nanotecnologia.

As escamas também desempenham funções importantes, como regular a temperatura, repelir água e comunicar-se visualmente. Matheus Eduardo Schwantes, estudante de biologia, destacou que as escamas são frágeis e não se reconstituem após caírem, o que justifica a recomendação de não tocar nas borboletas.

Embora existam relatos de uma espécie de mariposa que pode causar irritações na pele, a maioria das cerca de 20 mil espécies de borboletas é inofensiva. A ciência revela que as escamas são parte de um sistema biológico sofisticado, sem risco de cegueira.

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