Os Estados Unidos enfrentam um risco elevado de terrorismo doméstico em meio à guerra com o Irã e cortes no Departamento de Justiça. Recentemente, dois homens inspirados pelo Estado Islâmico levaram bombas caseiras a um protesto em Nova York. Em Michigan, um cidadão naturalizado do Líbano atacou uma sinagoga e, após ser alvejado, tirou a própria vida.
Na Virgínia, um homem com histórico de terrorismo gritou ‘Allahu akbar’ antes de abrir fogo em uma sala de aula universitária, sendo morto por estudantes. Esses incidentes evidenciam uma crescente ameaça terrorista, enquanto o sistema antiterrorismo dos EUA enfrenta pressão devido à saída de profissionais experientes do FBI e do Departamento de Justiça.
Frank Montoya, ex-alto funcionário do FBI, afirmou que a experiência foi dizimada, resultando em uma equipe menos preparada para investigar e prevenir ataques. O FBI, por sua vez, declarou que seus agentes trabalham incessantemente para garantir a segurança do país.
““Tanta experiência foi dizimada das fileiras”, disse Frank Montoya.”
O Irã, que prometeu vingança pela morte do líder supremo Ali Khamenei, tem um histórico de planejar ataques nos EUA. Embora os combates estejam restritos ao Oriente Médio, a República Islâmica já demonstrou intenção de realizar ataques em solo americano. Um empresário paquistanês foi condenado por tentar contratar assassinos para atacar figuras públicas, incluindo o ex-presidente Donald Trump.
O FBI alertou sobre a aspiração do Irã de realizar um ataque com drones na Califórnia, mas ressaltou que a informação não estava confirmada. Após os ataques de 11 de setembro, o governo reformulou seus sistemas de segurança, mas ataques realizados por indivíduos radicalizados continuam a ser uma preocupação constante.
““Eles agem por conta própria”, disse o ex-agente do FBI Edward Herbst.”
A Divisão de Segurança Nacional do Departamento de Justiça, criada em 2006, tem enfrentado uma alta rotatividade de pessoal. Desde o início do governo Trump, cerca de metade dos promotores antiterrorismo deixou o cargo. Matthew Olsen, ex-líder da divisão, afirmou que a capacidade de resposta foi comprometida devido à perda de agentes experientes.
Montoya destacou que a falta de transição para novos agentes pode ser devastadora, pois o conhecimento institucional e as relações com comunidades são essenciais para a segurança nacional.

