Protesto marca enterro de mulher espancada em Tomé-Açu, no Pará

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O enterro de Alciely Almeida Alencar, mãe de quatro filhos, ocorreu neste sábado (14) em Tomé-Açu, no nordeste do Pará, e foi marcado por protestos.

Alciely foi brutalmente espancada pelo ex-companheiro, Pedro do Nascimento Santana Júnior, após uma discussão em um bar. A vítima foi perseguida, derrubada da motocicleta em que tentava fugir e agredida com mais de 80 socos na cabeça e no pescoço, diante de testemunhas.

Após cerca de 10 dias internada em estado gravíssimo, Alciely teve a morte cerebral confirmada na quinta-feira (12). O cortejo fúnebre saiu por volta das 14h em direção ao cemitério municipal, acompanhado por moradores e uma caminhada de mulheres que pediam justiça.

O corpo de Alciely chegou ao município na noite de sexta-feira (13), e um grande grupo aguardava a chegada, mesmo sob chuva, para prestar as últimas homenagens. O velório foi realizado no ginásio de uma escola municipal, onde cartazes lembravam a vítima e traziam mensagens contra a violência.

- Publicidade -

““Queremos mulheres vivas”, dizia um dos cartazes ao lado da foto de Alciely.”

A tia da vítima, Odeiza Alencar, comentou sobre a dor da família. “Os dois mais velhos estão arrasados. Os dois mais novos ainda não entendem o que aconteceu”, afirmou. A prima, Luana Alencar, expressou o impacto da morte:

““A família está dilacerada”, disse.”

Na manhã deste sábado, mulheres protestaram contra a violência de gênero, caminhando pelo centro da cidade. Com faixas e cartazes, o grupo saiu da prefeitura e seguiu até o local do velório. A estudante Jamily Almeida destacou a mobilização da comunidade:

““A gente deve lutar pelo direito de defender as mulheres. O que aconteceu com a Alciely não é normal. A gente precisa batalhar contra isso”, afirmou.”

- Publicidade -

O espancamento ocorreu no dia 1º de março. O ex-companheiro, Pedro do Nascimento Santana Júnior, foi preso pela Polícia Militar na manhã de segunda-feira (3) e autuado em flagrante por tentativa de feminicídio. Ele permanece à disposição da Justiça, e o caso será reavaliado após a confirmação da morte cerebral de Alciely.

Compartilhe esta notícia