Bolsonaro apresenta piora na função renal e inflamação, segundo hospital

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou piora na função renal e aumento nos indicadores inflamatórios, conforme informou o Hospital DF Star, em Brasília, neste sábado (14).

De acordo com o último boletim médico, Bolsonaro permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem previsão de alta. Apesar do agravamento da função renal, ele está clinicamente estável e segue em tratamento com antibióticos e hidratação por via endovenosa.

O ex-presidente também realiza exercícios de fisioterapia respiratória e motora, além de receber medidas de prevenção de trombose venosa. Desde a manhã de sexta-feira (13), ele está na UTI com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa.

Bolsonaro foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após apresentar febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Ele está detido na Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, cumprindo pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados.

O boletim médico é assinado pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini, pelos cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado, pelo coordenador da UTI Geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior, e pelo diretor-geral do hospital, Allisson B. Barcelos Borges.

Em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) divulgada na tarde de sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a presença da esposa de Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, no hospital como acompanhante. Moraes também permitiu que os filhos Jair Renan, Flávio, Carlos, Laura e a enteada Letícia visitassem o ex-presidente durante a internação.

O ministro determinou que a vigilância de Bolsonaro seja feita pelo Núcleo do Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Policiais ficarão de prontidão 24 horas, com dois na porta do quarto, além de equipes dentro e fora do hospital. Moraes também proibiu a entrada de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, exceto equipamentos médicos, na unidade onde Bolsonaro está internado.

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