A Polícia Civil da Paraíba confirmou neste sábado (14) a identificação do homem que ateou fogo na mala onde estava o corpo da francesa Chantal Etiennette Dechaume, de 73 anos, encontrada morta em João Pessoa.
O homem, que vive em situação de rua, ainda não foi localizado. A polícia segue em diligências para encontrá-lo. O delegado responsável pelo caso, Thiago Cavalcanti, informou que o homem será ouvido, mas não deve ser responsabilizado criminalmente, pois não teve participação direta na morte.
Segundo a investigação, ele recebeu uma porção de droga para colocar fogo na mala, a pedido do namorado da vítima. A Polícia Civil também confirmou a presença de sangue no apartamento onde Chantal morava, e a dinâmica do crime ainda está sendo investigada.
Imagens de dois circuitos de segurança mostram Altamiro Rocha dos Santos, responsável pela morte de Chantal, descendo com o corpo dela em uma mala no prédio onde moravam, no bairro de Manaíra.
O suspeito foi encontrado morto, decapitado e com as mãos amarradas um dia após o crime, na última quinta-feira (12), no bairro João Agripino. A polícia suspeita que sua morte esteja relacionada à atuação de integrantes de uma facção criminosa, que não teriam gostado do crime ter atraído a polícia para a região de Manaíra.
Ninguém foi preso pela morte de Altamiro. A Polícia Civil informou que ele utilizava drogas e que Chantal não aceitava isso. Vizinhos relataram um episódio de discussão entre o casal, mas as investigações indicam que as brigas não eram frequentes. O caso é tratado como feminicídio.
A investigação sobre a morte de Chantal é considerada elucidada, mas um inquérito está em andamento para apurar a morte de Altamiro.
De acordo com a Polícia Civil, Chantal saiu pela última vez do apartamento no sábado (7) e o namorado saiu para comprar álcool no dia 9. A sequência de eventos foi registrada por câmeras de segurança, mostrando o namorado saindo com o corpo da vítima na mala e o homem em situação de rua ateando fogo na mala na madrugada do dia 11.
““Os elementos da investigação apontam que na terça-feira (10) pela manhã a mulher já estava morta”, disse o delegado Thiago Cavalcanti.”

