Wagner Moura tem se destacado na mídia internacional e pode ser indicado ao Oscar 2026 na categoria de Melhor Ator por sua atuação em “O Agente Secreto”. No entanto, o crítico de cinema Carlos Pegoraro aponta que Moura enfrenta forte concorrência de dois atores renomados.
Em entrevista, Pegoraro mencionou Michael B. Jordan e Timothée Chalamet como os principais adversários de Moura na disputa pela estatueta.
““Enxergo tanto o Michael B. Jordan quanto o Timothy Chalamet como dois concorrentes diretos para o Wagner Moura”,”
afirmou o especialista.
Pegoraro destacou que Chalamet já vem construindo uma carreira sólida e buscando o reconhecimento da Academia há algum tempo.
““O Timothy porque ele já vem aí de uma carreira tentando buscar essa estatueta para ele. A campanha dele foi bem agressiva até, você vê nas entrevistas, a maneira como ele se porta, a maneira como ele se coloca como um ator de destaque”,”
explicou.
Quanto a Michael B. Jordan, o crítico ressaltou a recepção positiva de “Pecadores”, um filme de terror que surpreendeu o público.
““No caso do Michael B. Jordan, porque ele foi uma grata surpresa dos pecadores ter sido tão bem recebido pelo público, ainda mais um filme de gênero de terror, que não é muito comum de aparecer em premiações do Oscar”,”
comentou.
Pegoraro comparou a situação atual de Wagner Moura com a que Fernanda Torres enfrentou no ano passado, quando concorreu com seu trabalho em “Ainda Estou Aqui”.
““Então eu acho que é uma situação bem similar com o que a Fernanda passou ano passado. Você tem um ator jovem, que é o Timothy, você tem o Michael B. Jordan, que vem de um filme de terror, de gênero, e o Wagner Moura, que está ali no meio dessas pessoas”,”
analisou.
O crítico também destacou a importância da visibilidade internacional que o cinema brasileiro vem conquistando com produções como “O Agente Secreto” e “Ainda Estou Aqui”. Para Pegoraro, esse reconhecimento é crucial para que os filmes nacionais sejam vistos tanto no exterior quanto pelo público brasileiro.
““A gente tem uma questão no Brasil que muito se produz, mas pouco se assiste. E a gente acaba reconhecendo mais o próprio ‘Agente Secreto’, ‘Ainda Estou Aqui’, que são filmes que tiveram maior destaque”,”
observou.
Ele lembrou que filmes brasileiros têm marcado presença em importantes festivais internacionais como Berlim e Veneza. O especialista acredita que esse reconhecimento pode atrair mais investimentos para o cinema nacional.
““Isso vai dar a chance do Brasil ser mais visto mesmo e mais descoberto sobre a ótica de pessoas que moram aqui e que estão lá fora. E isso, com certeza, traz investimento. A gente vê um incentivo maior, até de empresas estrangeiras produzindo obras aqui dentro”,”
concluiu.


