A internação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana levanta preocupações sobre um eventual risco potencialmente mortal, segundo a equipe médica.
Especialistas afirmam que existe uma possibilidade real de agravamento do quadro, considerando principalmente a idade do ex-mandatário. O analista de Política, Caio Junqueira, destacou que essa condição é inédita desde que Bolsonaro foi preso.
““A broncopneumonia é a primeira vez desde que ele foi preso que acontece esse cenário, esse quadro de saúde que é grave sim”, explicou Junqueira.”
O analista também mencionou que, ao contrair uma pneumonia como esta, há uma “possibilidade real do quadro evoluir negativamente, se agravar e ele morrer”. A defesa de Bolsonaro deve usar o novo diagnóstico para reforçar pedidos de prisão domiciliar que já vinham sendo feitos anteriormente.
Junqueira ressaltou que, na Papuda, onde Bolsonaro está detido, existe um botão que aciona o SAMU e há atendimento médico disponível. No entanto, ele argumenta que a questão vai além:
““Tem uma questão psicológica principalmente, que acaba também, segundo os médicos, impactando no próprio quadro de saúde física dele”.”
Um possível agravamento na saúde de Bolsonaro poderia ter repercussões políticas significativas. Junqueira afirmou:
““Um quadro muito grave de Bolsonaro tende a impactar também, de alguma maneira, até na política. Se vai a óbito, se acontece algo nesse sentido, levanta-se, volta-se um debate muito grande, mais do que já está, sobre o Supremo Tribunal Federal”.”
A defesa de Bolsonaro costuma citar o precedente do caso do ex-presidente Fernando Collor, que ficou preso por cerca de uma semana, nos pedidos anteriores de prisão domiciliar. Contudo, Junqueira faz questão de ressaltar que são casos diferentes:
““O caso é uma condenação por corrupção, a do Collor. E o caso do Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado”.”
Além disso, a idade de Bolsonaro, que tem mais de 70 anos, e sua situação de saúde, agora agravada pelo diagnóstico de broncopneumonia bacteriana, são fatores que pesam na análise. Junqueira também lembrou que os reiterados pedidos negados pela justiça têm um componente político, já que
““Fernando Collor não tinha os embates que Jair Bolsonaro teve com o STF (Supremo Tribunal Federal)”.”


