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Internacional

EUA enfrentam desafios no Estreito de Ormuz após ataques iranianos

Amanda Rocha
Última atualização: 14 de março de 2026 16:32
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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O governo americano está atento à situação no Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial para o comércio global de petróleo. Desde o início da guerra no Oriente Médio, o Irã atacou mais de dez embarcações na região, o que resultou em um aumento significativo no preço do petróleo, que fechou a sexta-feira (13) acima dos US$ 103, o maior valor registrado desde junho de 2022.

A administração americana busca alternativas para conter a alta nos preços do combustível. Uma das medidas adotadas foi a retirada temporária das sanções sobre o petróleo russo, permitindo que países comprem o combustível de Moscou por um período de um mês, desde que o produto já estivesse em embarcações até a madrugada de sexta-feira. No entanto, essa decisão gerou preocupações entre lideranças europeias, que temem o fortalecimento do esforço de guerra da Rússia contra a Ucrânia.

O Irã tem demonstrado uma estratégia de guerra assimétrica, utilizando meios relativamente baratos, como minas navais e drones, para causar um grande impacto econômico global. Especialistas afirmam que esse cenário já era previsto pelo Pentágono, considerando precedentes históricos, como a guerra Irã-Iraque na década de 1980, quando ocorreram diversos ataques a petroleiros na região.

““Estamos vendo um plano que torna essa guerra muito custosa a Israel e Estados Unidos. As minas navais são armas muito baratas e Irã tem de 2.000 a 6.000 delas”, disse Vitelio Brustolin, professor da UFF e pesquisador de Harvard.”

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A situação no Estreito de Ormuz representa um desafio significativo para os Estados Unidos e seus aliados. Os iranianos estão considerando permitir a passagem de um pequeno número de petroleiros, desde que o comércio seja feito em yuan, a moeda chinesa, o que reduziria a influência do dólar no mercado internacional de petróleo.

Apesar do poderio militar americano e dos ataques bem-sucedidos contra infraestruturas militares iranianas, o resultado político da operação permanece incerto. O Irã ainda mantém controle sobre o Estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo mundial, e continua impondo condições para a navegação na região.

““O principal impulso de Trump é colocar uma marca profunda do nome dele na história”, afirmou Lourival Sant’Anna, analista internacional.”

Analistas apontam que, embora os Estados Unidos tenham obtido vitórias militares significativas, destruindo parte da infraestrutura nuclear iraniana, lançadores de mísseis e bunkers com drones, o regime de Teerã não demonstra sinais de enfraquecimento político interno. A guerra assimétrica utilizada pelo Irã tem se mostrado eficaz em elevar os custos do conflito para os americanos e seus aliados, afetando diretamente a economia global através da alta no preço do petróleo.

TAGGED:Donald TrumpEstados UnidosEstreito de OrmuzGuerraInternacionalLourival Sant’AnnaPentágonoPetróleoVitelio Brustolin
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