A Paralimpíada de Inverno de 2026, realizada em Milão e Cortina d’Ampezzo, na Itália, chega ao fim neste domingo (15). O último dia contará com as disputas de 20 quilômetros do esqui cross-country, na cidade de Tesero, a partir das 5h (horário de Brasília). Seis brasileiros competem, com a expectativa de conquistar mais uma medalha histórica.
Cristian Ribera, que conquistou a primeira medalha do Brasil em um pódio paralímpico de inverno ao garantir a prata no sprint (um quilômetro) para esquiadores que competem sentados, busca sua segunda medalha em Milão-Cortina. No Mundial do ano passado, em Toblach, na Itália, Ribera ficou com o bronze nos 20 km.
“”Já estudamos os tempos dos dez melhores para podermos chegar firmes e fortes nas primeiras colocações. O esporte é individual, mas tem uma equipe enorme trabalhando e é por isso que a gente está evoluindo”, afirmou Cristian, que nasceu com artogripose, em depoimento ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).”
No sábado (14), Cristian participou do revezamento do esqui cross-country ao lado da paranaense Aline Rocha e do paulista Wellington da Silva. A prova é disputada com quatro atletas (dois homens e duas mulheres), que se alternam em um percurso de 10 km. Com apenas três integrantes, Wellington, o único esquiador brasileiro classificado que compete de pé, percorreu dois trechos de 2,5 km.
“”Hoje [sábado] não senti tanto a respiração, foi mais dor física, principalmente nas pernas. Gostei da prova. Fiz uma boa primeira volta; na segunda, cansei bastante. É muito bom fazer uma prova em conjunto. Sempre treino com o Cristian e com a Aline”, comentou Wellington, que tem má-formação congênita no antebraço esquerdo.”
A equipe brasileira terminou na sétima colocação, entre dez equipes, com o tempo de 27min00s5, marcando o melhor resultado do Brasil na história do revezamento. Os Estados Unidos conquistaram a medalha de ouro. Na edição de 2022, em Pequim, o Brasil foi representado por quatro esquiadores cadeirantes e ficou na oitava posição.
“”Antes, a gente fazia [a prova de revezamento] meio de brincadeira, sempre chegava em último. Com o Wellington no standing, as coisas melhoraram”, disse Aline, que é paraplégica devido a um acidente automobilístico.”
Aline também é uma esperança de pódio neste domingo. No Mundial de Ostersund, na Suécia, em 2023, ela conquistou o bronze nos 18 km, prova que precedeu a de 20 km. Além de Aline, Cristian e Wellington, os paulistas Guilherme Rocha e Elena Sena e o paraibano Robelson Lula também competirão por medalhas neste último dia. A cerimônia de encerramento ocorrerá em Cortina d’Ampezzo, a partir das 16h30.


