Motoristas e moradores do Noroeste Fluminense enfrentam dificuldades diárias para trafegar por importantes rodovias estaduais da região. Buracos, falta de manutenção e riscos estruturais em pontes são comuns em trechos das estradas que ligam municípios como Itaperuna, Bom Jesus do Itabapoana, Santo Antônio de Pádua, São José de Ubá, Porciúncula e Cambuci.
A RJ-186, que liga Santo Antônio de Pádua a Bom Jesus do Itabapoana, apresenta problemas significativos, especialmente no distrito de Aré, em Itaperuna. Apesar da sinalização indicar uma velocidade máxima de 40 quilômetros por hora, muitos motoristas relatam que não conseguem atingir esse limite devido à quantidade de buracos na pista. Um ponto crítico fica próximo à cabeceira da ponte sobre o Rio Muriaé, onde um buraco obriga motoristas a reduzirem ainda mais a velocidade ou invadirem parte da pista contrária para desviar do problema.
Em resposta à situação, as prefeituras de Itaperuna e São José de Ubá realizaram uma ação conjunta e emergencial de tapa-buracos em um trecho da RJ-186 entre Santo Antônio de Pádua e o trevo de Bom Jesus do Itabapoana. Essa intervenção visa reduzir os riscos até que uma solução definitiva seja implementada pelo Governo do Estado.
Quem depende da rodovia diariamente expressa preocupação constante. Além do risco de acidentes, os buracos podem causar danos aos veículos e atrasos no deslocamento entre as cidades. Moradores de São José de Ubá, que utilizam a RJ-186 como principal acesso a outras rodovias, afirmam que o cuidado deve ser redobrado para evitar acidentes.
Problemas semelhantes são observados na RJ-198, que liga Itaperuna a São José de Ubá. Na última semana, um carro perdeu o controle após cair em um buraco na pista. Na RJ-230, que conecta Porciúncula aos distritos de Purilândia e Santa Clara, moradores relatam que os problemas são antigos, com quedas de barreiras, partes da pista cedendo e vegetação densa nas margens, prejudicando a visibilidade.
Em Cambuci, há trechos de rodovias que não possuem pavimentação adequada. A situação se agrava com a chuva, especialmente nas estradas que cortam áreas rurais. A precariedade das rodovias impacta diretamente a economia local, sendo fundamentais para o escoamento da produção agrícola e o transporte de mercadorias. Moradores da zona rural dependem dessas vias para trabalhar, estudar ou buscar atendimento de saúde em cidades vizinhas.
Enquanto soluções definitivas não são implementadas, quem utiliza essas rodovias continua a enfrentar buracos, riscos e incertezas sobre quando as melhorias prometidas serão realizadas.


