Gabriel Braga, de 18 anos, conquistou o 2º lugar entre os candidatos do sistema de cotas para escolas públicas no vestibular de medicina da Universidade Federal do Acre (Ufac). A lista dos aprovados foi divulgada na última segunda-feira (9).
O estudante, que concluiu o ensino médio em 2025 no Instituto Federal do Acre (Ifac), estudou sozinho, sem cursinho preparatório, enquanto sua mãe, Gláucia Jéssica Barbosa Braga, de 40 anos, iniciava um tratamento de saúde em março de 2025.
Durante a preparação para o vestibular, Gabriel conciliou os estudos da escola com uma rotina diária de revisão em casa. Ele relatou: “Eu estudava sozinho em casa, usando PDFs, provas e questões que encontrava na internet. Nos dias de semana, eu estudava de três a quatro horas em casa, após as aulas do Ifac.”
A carga de estudo aumentava nos fins de semana, chegando a sete ou oito horas por dia. “Buscava sempre fracionar essas sessões em blocos menores, para tornar mais suportável e manter o foco por mais tempo”, explicou.
Gabriel optou por não fazer cursinho preparatório devido à dificuldade de conciliar a rotina de aulas presenciais com outras atividades. Ele enfrentou dificuldades pessoais durante a preparação, especialmente nos primeiros meses, quando a saúde de sua mãe afetou seu psicológico e a qualidade dos estudos.
“Foi muito difícil, principalmente nos primeiros dias. Perdi muita qualidade de estudo, diminui as horas, o foco. Com o tempo, fui retomando o ritmo de antes”, relatou.
A notícia da aprovação chegou de forma inesperada. Gabriel estava na academia quando recebeu mensagens da família. “Parei para checar o celular e tinham várias mensagens da minha família dizendo para eu voltar, que precisávamos comemorar. Foi bem estranho, já que estava no meio da academia e não esperava ver uma lista naquele dia”, lembrou.
Para Gabriel, a aprovação pelo sistema de cotas para escolas públicas representa a confirmação de que o esforço valeu a pena. “Significa que meus esforços deram resultado […] para mim, depois que tive convicção de fazer medicina, foi muito mais fácil direcionar”, afirmou.


