Vice de Daniel Vilela pode se tornar governador em 2030

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A vaga de vice na chapa de Daniel Vilela (MDB) para o governo de Goiás é um dos principais objetos de desejo da política goiana. A escolha do nome deve ocorrer próximo ao fim do prazo estipulado, evitando expor o candidato a críticas da oposição.

Nos bastidores, lideranças de diferentes segmentos já trabalham para ocupar essa posição, que pode ser decisiva nas urnas. Ronaldo Caiado renunciará ao cargo de governador em pouco mais de duas semanas para viabilizar sua pré-candidatura à Presidência da República. Com a saída de Caiado, Daniel Vilela assumirá o comando do estado e disputará a reeleição.

A transição altera o peso político da vaga de vice, que deve atender a critérios de equilíbrio regional, partidário e eleitoral. O nome escolhido não será apenas um companheiro de chapa, mas um participante direto de um projeto de poder com um horizonte amplo.

A escolha do vice será definida diretamente por Caiado, e os interessados sabem que ser escolhido por ele é um selo de confiança, dado seu alto índice de aprovação. Entre os cotados, Luiz Carlos do Carmo, ex-senador, é um dos favoritos, ligado ao agro e apoiado por lideranças evangélicas.

Outro nome forte é José Mário Schreiner, presidente da Faeg, influente no setor agro. O secretário de Governo, Adriano Rocha Lima, também é um dos principais candidatos, próximo a Caiado.

Outros pretendentes incluem o deputado estadual Wilde Cambão, que representa o Entorno do DF, e Bruno Peixoto, presidente da Assembleia Legislativa, que é um aliado de Daniel Vilela e possui forte musculatura política.

O ex-prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale, e o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, também são mencionados. Mendanha, que ficou de fora da chapa ao Senado, é visto como uma forte opção para a vice.

Se Daniel Vilela vencer a eleição de 2026, ele estará em seu segundo mandato consecutivo e não poderá disputar novamente o governo em 2030. O vice terá a oportunidade de ampliar sua visibilidade e se consolidar na máquina estadual, tornando-se um herdeiro natural da estrutura política do estado.

A disputa pela vice é uma batalha entre os melhores, representando um acesso antecipado ao futuro do poder em Goiás.

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