O PT de Goiás enfrenta uma rebelião pacífica, com três pré-candidatos a governador: Cláudio Curado, jornalista; Luis Cesar Bueno, ex-deputado; e Valério Luiz Filho, advogado. O quarto pré-candidato, Edward Madureira, desistiu e agora será candidato a deputado federal.
O grupo da deputada federal Adriana Accorsi apoia a pré-candidatura de Valério Luiz. Já o grupo do ex-tesoureiro nacional do PT, Delúbio Soares, aposta em Luis Cesar Bueno, que é considerado o mais experiente dos três. O grupo de Mauro Rubem apoia Cláudio Curado.
Além disso, a deputada estadual Bia de Lima planeja apoiar Isaura Lemes, que é nova no PT e egressa do PC do B, mas sua candidatura enfrenta resistência. Críticas surgem em relação à lentidão de Adriana Accorsi em definir os candidatos a governador e ao Senado, com petistas lamentando a falta de nomes definidos para a chapa majoritária.
Quatro petistas afirmaram que o PT espera um milagre para fortalecer a reeleição do presidente Lula da Silva em Goiás, que possui 5 milhões de eleitores. Um petista histórico mencionou que, por um tempo, Olavo Noleto e Delúbio Soares tentaram articular apoio ao ex-governador Marconi Perillo ou a José Eliton, mas as conversas eram contraditórias, já que Perillo criticava Lula publicamente.
Um ex-dirigente do PT sugeriu que Adriana Accorsi deveria ser a candidata a governadora para fortalecer a campanha de Lula em Goiás, destacando que, apesar de os nomes inscritos serem sérios, nem mesmo Luis Cesar Bueno possui peso eleitoral significativo. Outro ex-vereador sugeriu que a vereadora Aava Santiago deveria ser candidata a governadora pelo PT, com Valério Luiz como vice e Luis Cesar Bueno e Cláudio Curado para o Senado.

