Flávio Bolsonaro apoia CPI do Banco Master, mas levanta dúvidas sobre ameaças

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O candidato presidencial Flávio Bolsonaro declarou que não se arrepende de ter assinado a CPI do Banco Master ou qualquer outra comissão de inquérito. Em nota divulgada por sua assessoria, ele afirmou que “assinaria quantas CPIs fossem necessárias para investigar qualquer ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que possa ter cometido qualquer irregularidade”.

Para que um pedido de CPI no Senado seja legitimado, são necessárias 27 assinaturas. Flávio Bolsonaro foi o 29º entre 36 senadores a apoiar a investigação parlamentar sobre a fraude bancária bilionária. Contudo, ele lamentou publicamente a requisição da CPI que havia subscrito, alegando que seria “ilegal”.

Além disso, Flávio Bolsonaro mencionou uma possível ameaça, afirmando que a ideia da CPI do Master surgiu “para me sacanear”. Ele não explicou como um requerimento de CPI no Senado poderia prejudicar sua candidatura ou a de outros, considerando que assinou o pedido junto a 35 senadores, incluindo aliados de sua candidatura à presidência pelo Partido Liberal.

Não está claro se, após assinar o requerimento, o senador percebeu algo que o incomodou. De qualquer forma, o Congresso possui a capacidade e os meios para investigar a complexa trama de influência política que envolveu o Banco Master em uma fraude bilionária.

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