A corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi encontrada morta e esquartejada em Florianópolis. Ela havia relatado ao irmão uma decepção com a administradora do conjunto residencial onde morava meses antes do crime.
A administradora, Ângela Maria Moro, foi presa na quinta-feira (12) após a Polícia Civil encontrar objetos pertencentes à vítima no local que ela administrava. Durante uma conversa em novembro de 2025, Luciani disse ao irmão: ‘Achei que a dona do residencial era minha amiga, mas ela me decepcionou’.
O irmão da vítima, Matheus Estivalet Freitas, comentou que Luciani confiava demais nas pessoas e que muitos se aproveitavam dela. Ele não soube explicar o motivo do descontentamento da irmã.
A prisão de Ângela ocorreu inicialmente por receptação, mas durante a audiência de custódia, o juiz determinou a prisão temporária dela por 30 dias, citando indícios de homicídio. Ela negou qualquer envolvimento com o crime.
Além de Ângela, o casal Matheus Vinícius Silveira Leite, 27 anos, e Letícia Jardim, 30 anos, também foi preso como suspeito de participação no assassinato. Matheus era vizinho da corretora e estava sendo procurado por um latrocínio em São Paulo.
Luciani era descrita pelo irmão como uma pessoa amorosa e confiável, que se deixou enganar por pessoas que acreditava serem amigas. Em uma homenagem, ele afirmou: ‘Ela confiou demais em pessoas que acreditava serem amigas, mas que não eram.’
O desaparecimento de Luciani foi registrado na segunda-feira (9). Mensagens enviadas pelo celular dela, com erros gramaticais, levantaram suspeitas na família. O corpo esquartejado foi encontrado em Major Gercino na quarta-feira (11) e confirmado como sendo de Luciani na sexta-feira (13).
A Polícia Civil informou que as partes do corpo foram divididas em cinco pacotes e levadas com o carro da própria vítima até uma ponte, onde foram jogadas em um córrego. Apenas uma sacola foi localizada.

