Mais de 20 moldes de gesso de vítimas da erupção do vulcão em Pompeia foram exibidos permanentemente a partir de quinta-feira (12), na Itália.
Esses moldes, conhecidos como “impressões de dor”, mostram a posição em que cada morador estava no momento da morte, em 79 d.C. A técnica utilizada para criar os moldes envolve o despejo de gesso líquido nos espaços deixados pelos corpos decompostos na cinza endurecida.
Gabriel Zuchtriegel, diretor do Parque Arqueológico de Pompeia, afirmou: “dar dignidade a essas pessoas, que são como nós — mulheres, crianças, homens — que morreram durante a erupção, mas, ao mesmo tempo, tornar isso compreensível”.
A técnica, criada por Giuseppe Fiorelli em 1863, preserva a posição, a expressão de dor e detalhes das roupas das vítimas, tornando os moldes testemunhos únicos. O método ainda é utilizado pela equipe de pesquisadores do parque.
A erupção do Monte Vesúvio resultou na morte de cerca de 2 mil moradores de Pompeia, enquanto o total de vítimas na região pode ter chegado a 16 mil. Durante as escavações, foram encontrados os restos de mais de mil vítimas, soterradas por detritos que chegaram a cerca de três metros de altura.
Os 22 moldes expostos foram selecionados entre os corpos mais bem preservados, encontrados em diversas áreas da cidade, incluindo portões e estradas que levavam para fora, por onde os moradores tentaram escapar.
Silvia Martina Bertesago, arqueóloga do Parque Arqueológico de Pompeia, comentou: “Eles têm um forte impacto emocional nos visitantes e podem ser muito comoventes”. Ela também destacou que, com as análises atuais, é possível entender a idade, o sexo e identificar doenças ou o tipo de alimentação das vítimas.
A exposição está localizada nos pórticos da Palestra Grande, em frente ao Anfiteatro, e inclui uma área dedicada aos restos humanos, além de achados como plantas e alimentos que permaneceram soterrados por séculos.


