A Polícia Civil de São Paulo prendeu na noite de sexta-feira (13) cinco homens suspeitos de aplicar golpes bancários nas proximidades do Allianz Parque, durante um show do cantor Luan Santana.
A ação foi realizada pela 1ª Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur) e pelo Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), após denúncias recebidas. Os suspeitos foram abordados do lado de fora do estádio, localizado em Perdizes, na Zona Oeste da capital.
Durante a revista, os policiais encontraram 95 cartões de crédito e débito pertencentes a diversas pessoas, além de três máquinas de pagamento. Segundo a polícia, os suspeitos furtavam cartões das vítimas durante compras de produtos, como bebidas, feitas com ambulantes no entorno do evento.
De acordo com a investigação, outros integrantes da quadrilha trocavam os cartões das vítimas por outros semelhantes no momento do pagamento. Assim, ao entregar o cartão para passar na máquina, a pessoa recebia de volta um cartão diferente do seu, sem perceber a substituição.
O grupo atuava de forma organizada, com divisão de tarefas: dois dos suspeitos escondiam os cartões bancários, enquanto os demais portavam as maquininhas de pagamento. Conforme o boletim de ocorrência, os cinco confessaram informalmente que não eram responsáveis pelos furtos, mas admitiram que ocultavam os cartões sabendo que eram produto de crime.
““A quantidade de cartões apreendidos, associada às maquininhas, indica um modus operandi comum em eventos com grande aglomeração”, afirmou o delegado responsável.”
Os suspeitos foram levados à 1ª Deatur, onde foram indiciados pelo crime de receptação. Eles têm idades entre 23 e 33 anos. A polícia não conseguiu localizar as defesas deles para comentar o assunto.
O delegado também afirmou que os presos possuem antecedentes criminais, incluindo crimes patrimoniais e tráfico de drogas. Por esse motivo, a delegacia não arbitrou fiança e pediu à Justiça a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, visando a garantia da ordem pública e a aplicação da lei penal.
Até a última atualização, os cinco permaneciam presos e à disposição da Justiça. Os cartões e as maquininhas foram apreendidos e passarão por perícia para identificação das vítimas e rastreamento de transações realizadas.

