A colheita do amendoim começou em lavouras do interior de São Paulo após um ciclo de mais de 120 dias. Apesar de desafios climáticos, produtores relatam uma safra melhor do que a do ano passado.
Em Luiziânia (SP), o produtor Clézio Hungaro afirmou que, mesmo com o clima desfavorável, o resultado foi superior ao de 2025, quando a estiagem causou muitos problemas. A expectativa é colher cerca de 400 sacos por alqueire, equivalente a 170 sacos por hectare.
O preço do amendoim também apresentou melhora. As primeiras sacas de 25 quilos foram negociadas a R$ 80, acima dos R$ 68 da safra anterior, mas ainda abaixo dos R$ 110 alcançados em 2024. A maior parte da produção é destinada ao mercado externo, e a estratégia dos produtores é armazenar o amendoim para aguardar um melhor momento de venda.
A expectativa é que o preço chegue a R$ 100 por saca até junho, dependendo do comportamento do mercado internacional. O engenheiro agrônomo Wanderley Júnior Domingues destacou que um veranico impactou a lavoura, pois faltou chuva na fase de enchimento dos grãos, mas a avaliação é de que a safra deve ser melhor que a do ano passado.
São Paulo é o maior produtor de amendoim do Brasil, responsável por quase 90% da produção nacional. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê uma safra superior a 1 milhão de toneladas, entre 1,1 milhão e 1,2 milhão de toneladas de amendoim com casca.
Em Valparaíso (SP), o produtor Júlio Cornacini, que cultiva amendoim há sete safras, possui uma área plantada de 350 hectares, toda em sistema de sequeiro, aumentando a dependência das condições climáticas. Após dois anos de resultados abaixo do esperado, ele está mais otimista nesta safra, com expectativa de colher cerca de 60 mil sacos em toda a área cultivada.


