A 98ª edição do Oscar acontece no Dolby Theater, em Los Angeles, reunindo grandes estrelas de Hollywood para reconhecer os melhores do setor. Embora muitos atores considerem ganhar um Oscar a maior honra de suas carreiras, outros demonstram desinteresse pela premiação.
O colaborador da Fox News, Raymond Arroyo, que apresenta “Arroyo Grande com Raymond Arroyo”, afirma que ganhar um prêmio não aumenta mais a relevância de um ator, citando decisões da Academia como responsáveis pela diminuição da influência do Oscar. “Com o passar dos anos, devido ao streaming e escolhas ruins feitas pela Academia, o Oscar e sua influência diminuíram”, explicou Arroyo. Ele acrescentou que, no passado, um Oscar garantia trabalho para sempre, mas isso não é mais verdade.
Arroyo também comentou que os jovens não se importam com o Oscar, afirmando: “Os Oscars não significam nada para eles”. Ele comparou a situação a outras premiações, como os Grammys e Emmys, dizendo que quando o produto não toca a vida de um público amplo, as premiações se tornam sem sentido.
No podcast “Out of Order”, o ator Dennis Quaid refletiu sobre sua carreira em Hollywood, afirmando que está “aproveitando muito mais” a produção de filmes atualmente. “Não estou tentando conseguir um Oscar porque quem se importa com isso?”, disse Quaid, que estrelou “The Substance”, um dos maiores filmes de 2024.
Após o anúncio das indicações ao Oscar de 2026, muitos fãs ficaram indignados pela ausência de Amanda Seyfried na lista, mas em entrevista à New Yorker, ela afirmou que ganhar um Oscar “não é necessário”. “Não preciso de um agora. Seria ótimo, mas não é necessário”, declarou Seyfried.
Arroyo concordou com Seyfried, afirmando que, embora o termo “vencedor do Oscar” ainda tenha alguma ressonância cultural, não é mais o mesmo que antes. “Ainda há uma luta entre os insiders de Hollywood pelo prêmio, mas é mais um símbolo de status dentro da indústria do que fora dela”, disse.
Denzel Washington, que possui dois Oscars, também comentou que não baseia sua carreira em prêmios, afirmando: “Não me importo com esse tipo de coisa”. Ele ressaltou que, em sua experiência, os prêmios não são o que realmente importam.
Matt Damon, vencedor do Oscar em 1998, expressou seu descontentamento com a cultura de premiações, afirmando que a campanha para ganhar prêmios é sua parte menos favorita da indústria. “O que não gosto é essa ideia de campanha”, disse Damon.
Ethan Hawke, indicado ao Oscar deste ano, já chamou a premiação de “asinina”, afirmando que a competição é destrutiva. Ele também reconheceu que muitos filmes e performances excelentes não são reconhecidos devido ao marketing e à publicidade que cercam a temporada de prêmios.
Anthony Hopkins, vencedor de dois Oscars, expressou sua aversão ao processo de campanha, considerando-o “nauseante” e “desagradável”. Ele criticou a necessidade de agradar os membros da Academia para ganhar prêmios.
Joaquin Phoenix, vencedor do Oscar, também se manifestou contra as premiações, chamando-as de “as coisas mais estúpidas do mundo” e expressando seu desejo de não participar desse tipo de competição.

