A Prefeitura de Goiânia confirmou planos para o Hipódromo da Lagoinha após o avanço do processo de desapropriação da sede social do Jóquei Clube de Goiás.
O procurador-geral do município, Wandir Allan, declarou que as ideias são “muito incipientes”. Ele ressaltou que o objetivo é buscar um “equilíbrio” entre a cobrança de tributos e a preservação do clube como uma entidade tradicional.
““O objetivo da prefeitura é achar um equilíbrio entre o dever de cobrar os tributos e manter o Jóquei como uma entidade tradicional e relevante para a sociedade”, afirmou Wandir.”
Wandir também explicou que a prioridade é resolver a situação do imóvel do Centro antes de tratar da Lagoinha. “Existem algumas ideias sobre como resolver a parte relacionada ao imóvel da Lagoinha, mas ainda é um momento muito incipiente de tratativas”, disse.
A presidente do clube, Nívea Cristina, mencionou que há conversas com a gestão municipal e destacou que as dívidas de impostos do hipódromo podem ser um obstáculo para o Jóquei Clube.
““O maior problema não é a sede, mas o hipódromo. Lá, o IPTU anual é de R$ 13 milhões, e o valor venal está em R$ 300 milhões”, pontuou Nívea.”
Ela enfatizou que resolver a sede administrativa sem abordar o IPTU do hipódromo não seria eficaz. “Precisamos entender a base de cálculo, a capacidade contributiva, a atividade desenvolvida, comparar com outros clubes. Esse diálogo já foi iniciado e o prefeito Sandro Mabel manifestou disposição em buscar soluções”, afirmou.
A nova diretoria aguarda dados da Prefeitura sobre as dívidas dos imóveis, incluindo o IPTU do hipódromo, para avaliar alternativas para a continuidade do clube. O plano principal é reestruturar o Hipódromo da Lagoinha e retomar as corridas de cavalo no local.
No entanto, é necessário manter a carta-patente do Ministério da Agricultura, que autoriza as corridas, atualmente sob risco de perda. “Precisamos dialogar com o Ministério da Agricultura, Agrodefesa, Receita Federal, CRMV e outros órgãos”, contou Nívea.
Ela também mencionou a possibilidade de regularizar o hospital veterinário do hipódromo, que pode se tornar um espaço de ensino em parceria com a UNIGOIÁS. A presidente não descartou a construção de uma nova sede social e a diretoria analisa diferentes cenários, incluindo a transferência das atividades esportivas para o Hipódromo ou a implantação de uma nova estrutura em Goiânia ou na Região Metropolitana.


