As exportações de ovos brasileiros alcançaram um recorde em fevereiro de 2026, totalizando 2,94 mil toneladas, o maior volume em 13 anos. Este número representa um aumento de 16% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
A demanda aquecida e a oferta limitada no mercado interno elevaram as cotações, beneficiando o poder de compra dos avicultores. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo (USP), as cotações de ovos avançaram até 15% no início de março de 2026.
O desempenho das exportações já havia sido notado em janeiro, mas fevereiro se destacou como o mês com maior volume desde 2013. Apesar da alta anual, houve um leve recuo no volume embarcado em relação ao mês anterior.
Os preços dos ovos brancos tipo extra em Bastos (SP) foram de R$ 173,72 a caixa com 30 dúzias no dia 13 de março, com uma variação positiva de quase 3% ao dia. Para os ovos vermelhos, o preço médio foi de R$ 201,21 a caixa, representando uma alta de 2,99% ao dia.
As altas nos preços em fevereiro de 2026 resultaram em uma recuperação do poder de compra dos avicultores em relação aos principais insumos, como milho e farelo de soja, após um período de queda no final de 2025. O preço médio dos ovos brancos tipo extra em fevereiro foi de R$ 147,98 a caixa, um aumento de 36,7% em relação a janeiro.
Os avicultores conseguiram adquirir 131,22 quilos de milho com a venda de uma caixa de ovos brancos, e 147,77 quilos com a venda de ovos vermelhos, representando aumentos de 36,7% e 37,1%, respectivamente. Em relação ao farelo de soja, o produtor conseguiu comprar 80,27 quilos com a venda de uma caixa de ovos brancos e 90,40 quilos com ovos vermelhos, com aumentos de 41,3% e 41,7%.
Pesquisadores do Cepea afirmam que os impactos dos conflitos no Oriente Médio sobre o mercado de ovos devem ser limitados, uma vez que a maior parte da produção nacional é destinada ao mercado interno.


