Indicação de Jorge Messias ao STF enfrenta impasse político

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou em novembro de 2025 a escolha do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A vaga foi aberta pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso.

Desde o anúncio, a indicação de Messias está paralisada, aguardando um acordo entre o presidente e o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que preside o Senado e é responsável por aprovar ou rejeitar as indicações para o STF.

A situação gerou especulações sobre o futuro da indicação. Especialistas apontam que Alcolumbre pode atrasar a análise do nome de Messias até as eleições de outubro, buscando negociar a situação com o próximo presidente.

““Alcolumbre pode impedir a análise do nome de Messias até a eleição de outubro”, disse um dos parlamentares mais influentes do país.”

Esse comportamento não é novo. Durante o governo de Jair Bolsonaro, Alcolumbre segurou por mais de quatro meses a indicação de André Mendonça para o STF, esperando que o presidente escolhesse Augusto Aras para o cargo de procurador-geral da República.

No atual governo, Alcolumbre tentou que Lula indicasse o senador Rodrigo Pacheco ao STF, mas não obteve sucesso. O presidente deseja que Pacheco seja seu candidato ao governo de Minas Gerais e prometeu considerar a possibilidade de indicá-lo para uma vaga na Corte se for reeleito.

Enquanto isso, Jorge Messias continua aguardando. O advogado-geral da União já se reuniu com a maioria dos senadores em busca de apoio, mas seus esforços ainda não resultaram em avanços.

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