Estilhaços de um míssil balístico iraniano danificaram um prédio que abriga diplomatas americanos em Israel, conforme reportado pelo canal de notícias israelense Canal 12. O canal exibiu uma imagem mostrando danos no teto de uma área que parecia ser um estacionamento.
A localização exata do prédio não foi especificada. A embaixada dos EUA em Israel está situada em Jerusalém, e há uma importante filial em Tel Aviv, que anteriormente funcionava como embaixada.
A CNN entrou em contato com o Departamento de Estado para obter um posicionamento sobre o incidente. O conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã se intensificou desde o dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades de alto escalão do regime iraniano também foram mortas durante os ataques. Os EUA afirmam ter destruído dezenas de navios iranianos, além de sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em resposta, o regime iraniano lançou ataques contra vários países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, alegando que seus alvos são apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Desde o início do conflito, mais de 1.200 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos EUA. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em decorrência direta dos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Em resposta, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.
Após a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas indicam que ele não deve promover mudanças estruturais e representa a continuidade da repressão. Donald Trump expressou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.


