O papa Leão XIV pediu um cessar-fogo no conflito do Oriente Médio neste domingo (15), enquanto Israel e Irã continuam a trocar ofensivas e o número de mortos na região aumenta.
“Em nome dos cristãos do Oriente Médio e de todas as mulheres e homens de boa vontade, apelo aos responsáveis por este conflito: cessem o fogo”, afirmou o pontífice após a oração do Angelus na Cidade do Vaticano.
Leão XIV destacou que as pessoas na região têm “sofrido a violência horrível da guerra” nas últimas duas semanas, desde o início do conflito. “Milhares de pessoas inocentes foram mortas e muitas outras foram forçadas a fugir de suas casas. Mais uma vez, ofereço minhas orações a todos aqueles que perderam entes queridos nos ataques que atingiram escolas, hospitais e áreas residenciais”, disse ele.
O papa acrescentou que “a violência jamais levará à justiça, à estabilidade e à paz que o povo anseia”. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã, além de diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano.
Desde então, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios e alvos militares iranianos. Em retaliação, o regime iraniano atacou vários países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que seus alvos são apenas interesses dos EUA e Israel.
Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, de acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Israel, por sua vez, realizou ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.
Após a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas afirmam que ele representa continuidade da repressão, sem mudanças estruturais. Donald Trump expressou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.


