O setor de saúde e beleza registrou um crescimento de 44% no e-commerce brasileiro em 2025, totalizando R$ 791 milhões em faturamento. O levantamento foi realizado pela Nuvemshop e divulgado na pesquisa NuvemCommerce.
Esse resultado coloca o segmento entre os mais dinâmicos do comércio eletrônico no Brasil, atrás apenas da categoria de moda, que alcançou R$ 2,9 bilhões. O crescimento do setor de saúde e beleza supera a média geral do mercado digital, que tem visto um aumento na adesão ao consumo online.
Além de saúde e beleza, outros setores também se destacaram, como casa e jardim, com R$ 441 milhões, acessórios, com R$ 426 milhões, e joias e semijoias, com R$ 308 milhões. A pesquisa revelou que a moda lidera em número de lojas ativas, representando 46% da base de respondentes, enquanto saúde e beleza corresponde a 10% das operações.
““O crescimento de saúde e beleza está diretamente ligado ao avanço do modelo D2C, no qual as marcas vendem diretamente ao consumidor final. Isso permite não só mais margem, mas também mais controle sobre a experiência, o posicionamento e o relacionamento com o cliente”, afirma Alejandro Vázquez, cofundador e presidente da Nuvemshop.”
O estudo também aponta que o desempenho do comércio eletrônico acompanha o fortalecimento do setor de cosméticos no Brasil. Em 2025, o país se tornou o terceiro maior mercado de cosméticos do mundo, segundo dados da Euromonitor International. A expectativa é que o segmento mantenha um crescimento médio anual de cerca de 8% até 2030, impulsionado por tendências como cosméticos veganos, produtos cruelty-free, marcas mais acessíveis e a expansão do mercado de beleza masculina.
““Essas tendências encontram no D2C o ambiente ideal para crescer, porque marcas independentes conseguem lançar, testar e escalar produtos com mais rapidez, sem depender de intermediários ou grandes redes”, afirma Vázquez.”
O levantamento também revela mudanças na operação dos lojistas no ambiente digital. Os modelos de revenda e fabricação própria continuam predominantes, enquanto o dropshipping registrou uma queda de 28% em 2025. Essa retração está associada à taxação de compras internacionais, à valorização do dólar e ao aumento do custo de aquisição de clientes.
““O que estamos vendo é uma migração clara para modelos mais sustentáveis, baseados em controle de produto e diferenciação. No D2C, a marca passa a ser dona da própria cadeia de valor”, aponta o levantamento.”
Entre as empresas em expansão, aquelas com faturamento mensal acima de R$ 20 mil têm adotado mais a fabricação própria, refletindo uma maior maturidade de gestão e a busca por exclusividade como estratégia de crescimento. “À medida que a loja cresce, cresce também a necessidade de se diferenciar. Produzir o próprio produto deixa de ser apenas uma escolha operacional e passa a ser uma estratégia de marca”, conclui o executivo.

