O conflito no Irã completou 16 dias neste domingo, 15 de março de 2026, com novas ofensivas entre Israel e os iranianos.
A situação na região se agravou desde que, em 28 de fevereiro, os Estados Unidos realizaram ataques em áreas do Irã, em coordenação com Israel.
Na manhã de hoje, as Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram, através de suas redes sociais, que lançaram uma “onda de ataques extensivos” sobre o Irã, visando “infraestruturas do regime terrorista iraniano, no oeste do país”.
Paralelamente, o exército iraniano afirmou ter utilizado drones “poderosos” contra centros de segurança e quartéis policiais de Israel, alegando que se trata de uma “legítima defesa” de seu povo, conforme reportado por agências internacionais.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump descartou a possibilidade de negociações para cessar os ataques. “O Irã quer fazer um acordo, mas eu não quero esse acordo porque os termos ainda não estão bons o suficiente”, afirmou Trump em entrevista ao canal NBC News.
O presidente não especificou quais seriam os termos em negociação, mas mencionou que o comprometimento do Irã em encerrar seu programa nuclear está entre as expectativas.
Trump também solicitou apoio de países afetados pelo fechamento do estreito de Ormuz, ao sul do Irã, para reforçar a segurança da região e restabelecer o fluxo de navios.
O estreito de Ormuz é uma passagem marítima crucial para o escoamento do petróleo produzido pelos países do Oriente Médio, que são alguns dos maiores exportadores de petróleo do mundo. Desde o início do conflito, o Irã tem bloqueado essa passagem, o que contribuiu para a alta nos preços do barril nas últimas semanas.
A cotação do petróleo, que estava estável em torno de 70 dólares no ano passado, já se aproxima dos 100 dólares atualmente.


