A rinite alérgica, que afeta até 40% da população mundial, é marcada por sintomas como nariz entupido, espirros, coceira no rosto e dificuldade para respirar. Essa condição tende a piorar no outono e no inverno, devido a fatores ambientais como poeira, pelos de animais, ácaros e pólen.
Embora o tratamento tenha evoluído nas últimas décadas, não existe cura para a rinite alérgica. Muitos cientistas acreditam que uma solução definitiva pode nunca ser encontrada. A dificuldade em encontrar uma cura se deve à complexidade da reação imunológica envolvida, que envolve diferentes tipos de células, como os mastócitos e basófilos, que liberam substâncias como a histamina, responsável por sintomas alérgicos.
Os alérgenos mais comuns que provocam crises de rinite incluem ácaros, pelos de animais e pólen. A alergista Jane da Silva explica que a situação se agrava no outono e inverno, quando as pessoas ficam em ambientes fechados e expostas a esses alérgenos. Além disso, o tempo seco dessas estações torna a mucosa nasal mais vulnerável.
O médico Antonio Condino ressalta que a rinite é uma doença poligênica, relacionada a mutações em várias partes do código genético. O desenvolvimento de novos medicamentos é um processo longo e caro, levando em média 12 anos e um investimento de 2,5 bilhões de dólares. Além disso, 90% das moléculas avaliadas não chegam ao mercado.
Após o diagnóstico, é fundamental modificar o ambiente para controlar as crises. Recomenda-se ventilar o quarto, realizar limpezas regulares e evitar itens que acumulam poeira. Lavar o nariz com soro fisiológico diariamente também é uma prática recomendada para proteger a mucosa nasal.
Os médicos podem prescrever medicamentos conforme a gravidade da rinite. Para casos sazonais, remédios podem ser indicados apenas durante a primavera. Para rinite mais grave, anti-inflamatórios da classe dos corticóides podem ser utilizados, com opções que minimizam efeitos colaterais.
A imunoterapia é uma alternativa que envolve a administração de doses crescentes do alérgeno ao longo de três a cinco anos, visando modificar a resposta imunológica do paciente. Embora cerca de 30% dos pacientes apresentem resolução quase total dos sintomas, a imunoterapia não é amplamente acessível, estando disponível principalmente em clínicas privadas.
Embora não exista cura, as opções de controle, como a modificação do ambiente, uso de medicamentos e imunoterapia, podem ajudar a minimizar os sintomas da rinite alérgica.

