Após a temporada do Oscar, o cinema brasileiro se prepara para a estreia do filme Nuremberg, dirigido por James Vanderbilt, no dia 26 de março.
O longa-metragem apresenta a história do psiquiatra do Exército americano Douglas Kelley, interpretado por Rami Malek, que é encarregado de avaliar a sanidade dos líderes nazistas capturados pelos aliados durante os Julgamentos de Nuremberg, realizados entre 1945 e 1946, após a Segunda Guerra Mundial.
Entre os réus está Hermann Göring, braço direito de Adolf Hitler, interpretado por Russell Crowe. Durante o tribunal, Kelley se envolve em um jogo de palavras e silêncios com Göring, explorando os limites da mente humana diante do mal.
A produção é baseada no livro O Nazista e o Psiquiatra, de Jack El-Hai. Além da narrativa carregada de suspense, o filme também destaca um momento crucial na história da interpretação simultânea, que teve sua origem oficial durante os Julgamentos de Nuremberg.
O Tribunal Militar Internacional estabeleceu que os réus deveriam ouvir os procedimentos em uma língua que compreendessem, garantindo o direito de defesa. Isso apresentou o desafio de realizar interrogatórios e depoimentos em cinco idiomas (inglês, francês, russo e alemão) sem prolongar o processo por anos.
Para celebrar essa parte da história, a exposição 1 Julgamento, 4 Línguas: os pioneiros da interpretação simultânea em Nuremberg será inaugurada na Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) e ficará em cartaz de 16 de março a 10 de abril. A abertura contará com uma palestra de Wolfgang Bindseil, representante permanente da Embaixada da Alemanha em Brasília, sobre a importância do Julgamento de Nuremberg para a diplomacia mundial.
A exposição é uma realização da Associação Internacional de Intérpretes de Conferência (AIIC) e da Associação Profissional de Intérpretes de Conferência (Apic).


