Os ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que desejam concorrer nas eleições de 2026 devem deixar seus cargos até o dia 4 de abril, conforme a legislação eleitoral que exige a desincompatibilização seis meses antes do primeiro turno.
Entre os principais nomes da equipe, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já anunciou sua candidatura ao governo de São Paulo, após ter sido derrotado no segundo turno em 2022 por Tarcísio Gomes de Freitas.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, e a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também se preparam para concorrer ao Senado, ele pela Bahia e ela pelo Paraná.
As ministras do Planejamento, Simone Tebet, e do Meio Ambiente, Marina Silva, são cotadas para a disputa ao Senado em São Paulo.
O ministro da Educação, Camilo Santana, deixará a pasta no prazo legal, mas não tem planos de concorrer nas eleições de outubro. Santana, que é senador licenciado, ajudará nas campanhas à reeleição de Lula e do governador do Ceará, Elmano de Freitas, seu sucessor.
No entanto, nos bastidores, há especulações de que Santana poderia ser escalado para concorrer ao governo cearense, caso Elmano enfrente riscos de derrota para Ciro Gomes (PSDB), que lidera as simulações de primeiro turno com 44,5%, enquanto Elmano aparece em segundo com 35,3%.
Além disso, Santana é considerado uma opção para o Palácio do Planalto, caso Lula desista da reeleição, uma possibilidade que, embora debatida, sempre foi negada publicamente pelo presidente.
Com a desincompatibilização, Santana estará disponível para qualquer missão, seja em nível nacional ou estadual.


