Camille Loyo Faria pediu demissão da vice-presidência da Oncoclínicas no domingo, 15 de março de 2026, às 18h45. A decisão foi motivada pelo descontentamento com o acordo entre a rede de tratamento oncológico e a Porto Seguro, avaliado em aproximadamente R$ 1 bilhão.
O conselho da Oncoclínicas tinha uma reunião agendada para o mesmo dia, às 19h, para discutir o conflito entre a posição de Camille Faria e a direção da empresa sobre os rumos do acordo com a seguradora. A Porto Seguro deve assumir o controle de uma nova empresa formada pela rede, que não incluirá hospitais.
No final do ano passado, a Oncoclínicas informou que foi diretamente impactada pela liquidação extrajudicial do Banco Master e do Banco Master de Investimento, determinada pelo Banco Central. A companhia possuía cerca de R$ 433 milhões aplicados em CDBs emitidos pelo Banco Master de Investimento, cujo vencimento foi antecipado integralmente com a decisão do BC.
Camille Faria foi contratada pela Oncoclínicas após atuar por três anos na reestruturação das lojas Americanas. Ela também teve um papel importante durante a recuperação judicial da empresa de telefonia Oi.


