Siemens Energy e Terranova firmam contrato de R$ 100 milhões para data centers

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Siemens Energy, empresa alemã, firmou um contrato superior a R$ 100 milhões com a Terranova, plataforma de data centers da gestora global Actis. O acordo visa desenvolver a infraestrutura de energia para os futuros campi de data center da Terranova no Brasil, que serão construídos em Campinas, São Paulo.

O contrato inclui a construção de uma subestação com isolamento a gás (GIS) com capacidade de 300 MW, além da instalação de dois transformadores de 440/34,5 kV e 150 MVA cada. Os transformadores serão fabricados na unidade da Siemens Energy em Jundiaí e na China.

Marcela Souza, vice-presidente sênior da Siemens Energy para a América Latina, destacou que uma das demandas críticas do projeto é a compra de equipamentos, especialmente devido à alta demanda global, impulsionada principalmente pelos Estados Unidos. Ela afirmou:

““Vimos um crescimento muito grande da nossa exportação para o mercado americano. 80% das fábricas têm produção que vai para lá, coisa nunca vista antes, devido a esse crescimento de inteligência artificial e necessidade de ter linhas de transmissão.””

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José Eduardo Quintella, CEO da Terranova, explicou que o contrato foi assinado em paralelo à aprovação do acesso à rede elétrica, garantindo as condições de conexão ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Ele observou que a região possui alta conectividade e um bom volume de energia para processamento de dados em nuvem e aplicações de inteligência artificial, mas reconheceu as limitações do sistema elétrico.

Quintella comentou:

““Nestes polos onde estão os principais centros de processamento de dados do Brasil, Santana do Parnaíba e Barueri, Campinas e Vinhedo, estão as principais cargas do Brasil. E vemos alguns entraves, pois o sistema não comporta um investimento adicional em linha de transmissão.””

A entrega dos equipamentos está prevista para 2027 e faz parte da expansão da Terranova no mercado brasileiro de data centers de grande escala, impulsionada pela crescente demanda por serviços digitais e inteligência artificial. A próxima etapa do projeto será fechar contratos de longo prazo de compra de energia (PPAs), possivelmente com fontes renováveis.

Uma das alternativas consideradas é a Serena, empresa investida pela Actis, que recentemente anunciou a aquisição de uma participação relevante na companhia. A Terranova ainda não definiu quem serão os clientes dos data centers, mas espera que, com o avanço do projeto, algum cliente surja. Quintella acredita que isso pode se acelerar com o Redata, regime especial criado pelo governo para incentivar a instalação de data centers no Brasil com benefícios tributários.

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