Michael B. Jordan venceu o Oscar de Melhor Ator em 2026 por sua atuação em ‘Pecadores’. Ele superou Wagner Moura, que foi indicado por ‘O Agente Secreto’. Esta é a primeira vez que um ator brasileiro concorre na categoria.
Os indicados ao prêmio de Melhor Ator incluíam Wagner Moura, Timothée Chalamet por ‘Marty Supreme’, Leonardo DiCaprio por ‘Uma batalha após a outra’, Ethan Hawke por ‘Blue Moon’ e Michael B. Jordan por ‘Pecadores’. Além da indicação de Melhor Ator, ‘O Agente Secreto’ também concorreu em outras três categorias, empatando com o recorde de indicações de ‘Cidade de Deus’ em 2004.
Ao receber o prêmio, Michael B. Jordan procurou seus pais na plateia e mencionou que seu pai viajou de Gana até Los Angeles para a cerimônia.
“‘Estou aqui por causa das pessoas que vieram antes de mim. Sidney Poitier, Denzel Washington, Halle Berry, Jamie Foxx, Forest Whitaker, Will Smith. E estar entre esses gigantes, entre esses grandes, entre meus ancestrais… obrigado'”
, disse o ator, que se tornou o sexto negro a vencer nesta categoria.
‘Pecadores’ é um filme ambientado na Louisiana de 1932, onde Michael B. Jordan interpreta os gêmeos Fumaça e Fuligem. A trama mistura horror sobrenatural com a realidade da segregação racial, sob a direção de Ryan Coogler. O filme destaca a luta de uma comunidade negra que busca prosperar através da música, com a abertura de um clube de blues como pano de fundo para um conflito intenso.
O longa também equilibra o peso histórico das leis Jim Crow com uma trilha sonora envolvente, mostrando que as feridas sociais do passado são tão aterrorizantes quanto as forças que ameaçam a comunidade.
Wagner Moura, por sua vez, foi indicado por ‘O Agente Secreto’, onde interpreta Marcelo, um professor que chega a Recife em 1977 fugindo de ameaças em São Paulo. O filme, dirigido por Kleber Mendonça Filho, é um thriller que transforma o carnaval e a paisagem urbana em um cenário de vigilância e paranoia, misturando lendas locais e o medo da ditadura.
Na edição anterior do Oscar, ‘Ainda estou aqui’ venceu como Melhor Filme Internacional, marcando a primeira estatueta conquistada pelo Brasil na história da premiação.


