A corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi morta e esquartejada em Florianópolis, conforme informações da Polícia Civil. Três pessoas foram presas como suspeitas de envolvimento no crime, que é investigado como latrocínio, caracterizado por roubo seguido de morte. Luciani foi dada como desaparecida pela família no dia 9 de março.
A família estranhou a falta de contato da corretora e notou erros gramaticais em mensagens enviadas pelo celular dela. Durante a investigação, a polícia identificou compras feitas pela internet em nome da vítima, utilizando seu CPF, o que reforçou as suspeitas de crime.
Luciani foi vista pela última vez no dia 4 de março, segundo seu irmão, Matheus Estivalet Freitas. O desaparecimento foi registrado na segunda-feira, 9 de março. A família começou a desconfiar quando ela não parabenizou a mãe pelo aniversário, ocorrido em 6 de março, e quando mensagens com erros gramaticais foram enviadas.
Os suspeitos pela morte da corretora são: Ângela Maria Moro, de 47 anos, administradora do conjunto residencial onde Luciani morava, presa no dia 12 de março; Matheus Vinícius Silveira Leite, de 27 anos, vizinho da vítima, e sua namorada, Letícia Jardim, de 30 anos, ambos presos no dia 13 de março em Gravataí, no Rio Grande do Sul.
A investigação revelou que compras foram feitas utilizando o CPF de Luciani. A polícia monitorou os endereços de entrega e abordou um adolescente de 14 anos que buscava encomendas. O carro da corretora, um HB20, foi localizado nas proximidades de uma pousada e utilizado para descartar o corpo em um córrego na área rural de Major Gercino.
A motivação do crime é tratada como latrocínio, que é um crime de roubo com violência que resulta na morte da vítima. A pena para latrocínio varia de 20 a 30 anos de prisão. Os restos mortais de Luciani foram esquartejados e jogados em um córrego, sendo que até o dia 13 de março, apenas o tronco foi encontrado.
Além do caso de Luciani, Matheus é suspeito de ter cometido outro homicídio em 2022, quando matou João Batista Vieira, de 65 anos, em Laranjal Paulista, São Paulo. A corretora havia expressado decepção com a administradora do residencial meses antes de sua morte, mencionando que não confiaria mais cegamente nas pessoas.
Luciani era natural de Alegrete, no Rio Grande do Sul, e morava sozinha em um apartamento no bairro Santinho, em Florianópolis. Ela era conhecida por seu amor pelos animais e por ter um jeito especial de ver a vida.

