Visita às cidades-fantasmas de Fukushima 15 anos após o desastre

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Um tour pelas cidades-fantasmas de Fukushima, no Japão, revela o impacto do desastre de 11 de março de 2011, que incluiu um terremoto, um tsunami e o acidente na usina nuclear de Fukushima Daiichi. Quinze anos após a tragédia, o governo japonês convidou jornalistas de diversas partes do mundo para observar as mudanças e os projetos de reconstrução na região.

O retorno à área, marcada pela ausência de pessoas, provoca uma sensação complexa. Muitos locais permanecem como estavam no dia em que seus moradores foram forçados a sair. Bicicletas enferrujadas e carros cobertos de poeira são testemunhos do abandono. A paisagem é perturbadora, pois o desastre não destruiu as cidades, mas expulsou seus habitantes.

Em Namie, a Escola Primária Ukedo se destaca como um memorial do tsunami. No dia do desastre, 93 alunos estavam matriculados. Após o terremoto, os professores decidiram evacuar as crianças para um local seguro, levando-as em direção ao Monte Ohira. Todos os alunos presentes na escola escaparam ilesos, enquanto a cidade foi submersa pelas águas do tsunami.

Hoje, a escola permanece em pé, com salas de aula transformadas em espaços de memória. O ginásio apresenta danos visíveis, e o relógio que marcava o tempo do desastre está distorcido, simbolizando a interrupção da vida na região. A escola conta a história da destruição e da decisão que salvou vidas.

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Ao deixar a escola, a paisagem volta a ser de abandono. Não há marcas visíveis de destruição, mas a cidade permanece vazia. Quinze anos após o desastre, Fukushima apresenta duas realidades: uma onde a destruição é evidente e outra onde o desastre permanece invisível, com cidades intactas, mas sem habitantes. A região ainda busca respostas sobre como reconstruir uma comunidade onde o tempo parou.

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