Haddad se reúne com equipe e afirma ter ‘plano’ para vencer em SP

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, realizou na noite da última quarta-feira (11) uma reunião com o que promete ser o núcleo duro de sua campanha em São Paulo. O encontro, que ocorreu de forma discreta, apresentou um clima descontraído e um tom otimista, segundo relatos de petistas.

Os participantes observaram um Haddad confiante, que enfatizou ter abraçado a missão dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante a conversa, que contou com a presença de uísque, Haddad mencionou que possui um ‘plano’ para vencer a disputa contra Tarcísio de Freitas, embora não tenha revelado detalhes sobre a estratégia.

Os temas que devem ser abordados na campanha incluem a privatização da Sabesp, pedágios nas estradas e o que os petistas consideram um ‘abandono’ dos prefeitos no interior paulista. A lista de convidados para a reunião foi restrita, incluindo o marqueteiro Otávio Antunes, os deputados Jilmar Tatto e Carlos Zarattini, e o assessor Laio de Moraes, braço direito de Haddad.

A ausência de Emidio de Souza, próximo do ministro, foi notada, pois ele acaba de se tornar pai. O local escolhido para o encontro foi uma casa de um amigo, longe dos holofotes. Haddad, apesar de cansado devido à transição no Ministério da Fazenda, estava sorridente e transmitia serenidade em relação à sua candidatura.

Durante a reunião, os participantes compartilharam suas preferências e aversões em relação à campanha eleitoral, fazendo piadas sobre a aversão de Haddad a agendas de rua mais remotas. No entanto, o ministro foi informado de que precisará percorrer o Estado.

Haddad deve oficializar sua candidatura ao governo de São Paulo até o fim da semana, ao lado de Lula. Há a possibilidade de um anúncio informal em um ‘quebra-queixo’, onde jornalistas se reúnem após eventos. Lula está previsto para estar em São Paulo na quinta-feira, participando da 17ª Caravana Federativa, que reunirá prefeitos e outros agentes públicos.

Ainda não há definição sobre a chapa que Haddad irá encabeçar. A formalização da candidatura não amarrará o desenho final da chapa, que depende de acertos com a campanha nacional do PT. A única certeza até o momento é que uma das vagas ao Senado será ocupada pela ministra Simone Tebet, que atualmente está no MDB, mas pode mudar de sigla.

A discussão sobre a segunda cadeira no Senado ainda está em aberto, com a possibilidade de ser ocupada pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que avalia retornar ao PT. Ela também recebeu convites do PSOL e do PSB. No PSB, as negociações envolvem o vice-presidente Geraldo Alckmin, que, mesmo permanecendo na vice de Lula, terá um papel ativo na campanha estadual. O ex-governador Márcio França também é considerado uma peça-chave na campanha em São Paulo.

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