O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) lançou nesta segunda-feira, 16 de março de 2026, o Índice Confea de Infraestrutura do Brasil (Infra-BR). O índice avalia o desempenho dos 27 estados e do Distrito Federal, utilizando uma escala de 0 a 100 e 67 indicadores agrupados em seis eixos: energia e conectividade, mobilidade, água, bem-estar social e cidadania, meio ambiente e saneamento básico.
A nota geral do Brasil ficou em 56,92. Apenas sete estados se destacaram, pontuando acima da média: São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. O Distrito Federal ocupa a primeira posição do ranking com nota 74,67.
Na outra ponta, o Acre obteve a pior nota, 28,46, seguido por Amapá (33,94), Pará (34,41), Amazonas (36,61) e Maranhão (36,84). Segundo o Confea, a falta de acesso ao saneamento básico é um dos maiores gargalos da infraestrutura nacional, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. O Acre, por exemplo, recebeu nota 11,28 neste quesito, enquanto o Distrito Federal alcançou 80,19 pontos.
Para reverter essa situação, são necessários grandes investimentos. O Banco Interamericano de Desenvolvimento estima que o Brasil precisa investir pelo menos 4,5% do produto interno bruto (PIB) para melhorar a infraestrutura, mas atualmente os investimentos correspondem a apenas 2% do PIB. O Infra-BR também contará com uma plataforma online gratuita e de livre acesso para reunir todos os dados do índice.

